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Marrocos combina solidez defensiva e agressividade para desafiar o Brasil

por Folhapress
Publicado em 13/06/2026 às 09:30
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NOVA JERSEY, EUA (FOLHAPRESS) - Difícil de ser desmontado defensivamente, Marrocos chega para enfrentar a seleção brasileira mantendo a organização que o levou ao protagonismo recente no futebol internacional, mas com uma proposta mais agressiva sem a bola.

A principal arma marroquina parece ser justamente a pressão coordenada sobre a saída de bola rival, especialmente pelo lado direito, onde Hakimi costuma acelerar a recomposição para transformar defesa em ataque.

Com a posse, Marrocos inicia suas jogadas a partir do goleiro Bono, peça importante na construção com passes curtos e na primeira fase de organização ofensiva. O time sofreu duas baixas no grupo de convocados. O zagueiro Nayef Aguerd e o atacante Abde Ezzalzouli foram cortados por lesão. O zagueiro Marwane Saadane, que joga na Arábia Saudita, e o atacante Amine Sbai, do futebol francês, foram convocados como substitutos.

O estilo é moldado atualmente pelo técnico Mohamed Ouahbi. Desde sua chegada, a equipe deixou para trás o tradicional 4-3-3 utilizado por Walid Regragui -comandante da histórica campanha no Qatar, quando Marrocos terminou em quarto lugar, melhor campanha de uma seleção africana- e adotou um modelo mais próximo do 3-2-4-1, alinhado a tendências das principais seleções do futebol atual.

O resultado é uma equipe que sustenta uma longa sequência de invencibilidade, com 29 partidas sem derrota, a oitava maior da história entre seleções. O recorde pertence à Itália, com 37 jogos.

No caso marroquino, o número costuma vir acompanhado de um asterisco explicativo: a equipe foi derrotada na prorrogação da final da última Copa Africana de Nações contra Senegal, mas o resultado foi posteriormente revertido pela Justiça Desportiva devido a incidentes em campo.

Oficialmente, o placar passou a constar como 3 a 0 para o Marrocos, embora em campo tenha sido 1 a 0 para Senegal.

Independentemente da polêmica estatística, o fato é que o Brasil estreia neste sábado contra um adversário sólido, organizado e em forte evolução no cenário internacional. Para o técnico da seleção brasileira, trata-se de uma das melhores seleções do continente africano.

"Marrocos é uma equipe organizada, com qualidade em todos os aspectos. Temos de fazer um jogo completo. No futebol moderno não há equipe pequena. Eles são um dos melhores da África", apontou.