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Infantino ignora problemas, vai ao vestiário e diz que iranianos são fortes

por Folhapress
Publicado em 16/06/2026 às 09:53
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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Gianni Infantino, presidente da Fifa, esteve presente no vestiário da seleção do Irã após o empate por 2 a 2 com a Nova Zelândia, nesta segunda-feira (15), pela Copa do Mundo, e fez um breve discurso aos jogadores.

A seleção iraniana tem enfrentado problemas com vistos para os EUA e imposições de viagens imediatas pelo governo Trump. Jogadores e comissão técnica têm pontuado a situação, demandando apoio da Fifa. No entanto, Infantino não falou sobre isso na conversa com a seleção iraniana.

Infantino comentou sobre a partida dura contra a Nova Zelândia e parabenizou os jogadores pelo resultado. "Hoje foi um jogo difícil e, com um pouco mais de sorte, vocês poderiam ter ganhado. Vocês mostraram para sua torcida, amigos, familiares e para o mundo que vocês estão na Copa do Mundo, vocês performaram e têm mais dois jogos pela frente. Nesses dois jogos, vocês farão todo o mundo ficar orgulhoso de vocês", disse.

"Obrigado por estarem aqui. Eu sei pelo o que vocês passaram, eu entendo, mas vocês são mais fortes do que tudo. Vocês mandaram uma mensagem muito forte para o mundo inteiro. Hoje, vocês uniram todo o estádio aqui e mostraram ao mundo uma grande mensagem", disse Infantino, no vestiário da seleção iraniana.

RECLAMAÇÕES PÓS-JOGO

"Nem nós sabemos [porque vamos ter que sair] e é realmente engraçado. O planejamento da nossa equipe é feito em um lugar, mas a decisão final é tomada em outro. Deveríamos ter vindo para Los Angeles duas noites antes do jogo, mas não permitiram. Nosso plano era ficar aqui esta noite, descansar e voltar amanhã à tarde, mas mesmo assim não permitiram, e eu não sei por quê. É por isso que digo que a seleção iraniana é talvez a mais oprimida da história da Copa do Mundo", disse Amir Ghalenoei, técnico do Irã.

"O certo era dormirmos aqui, fazermos a recuperação amanhã. Temos que deixar o país agora. Isso não bom para a gente, não é bom para o futebol. Numa Copa você tem que se preparar bem, há muito estresse. Não temos esse suporte. Fifa tem que nos ajudar mais do que isso. Vamos ver o que vai acontecer no futuro", disse Mehdi Taremi, capitão do Irã.

A ida do Irã para a Copa do Mundo foi conturbada. A seleção planejava se preparar em Tucson, no Arizona, mas a demora para a emissão de vistos e a insegurança em meio aos conflitos com os EUA no Oriente Médio mudaram os planos. Agora, a equipe fez base em Tijuana, no México, próximo à fronteira.

Parte da diretoria não obteve vistos para entrar nos Estados Unidos. O presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj, e o assessor de imprensa da seleção são alguns dos barrados.

O Irã volta a campo no domingo, às 16h (de Brasília), quando enfrenta a Bélgica, em Los Angeles. A seleção ainda terá o Egito, em 27 de junho, às 0h, pela frente, na última rodada da fase de grupos — o duelo ocorre em Seattle.