Imagem que Infantino tentou passar foi eclipsada por Trump
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Na Copa do Mundo de 2026, Gianni Infantino, presidente da Fifa, teve o seu rosto exibido nos telões dos estádios e para a audiência de bilhões de pessoas que assistiam aos jogos pela TV e pela internet.
A entidade não confirma a exigência de que a imagem de Infantino seja mostrada sempre que ele estiver em um estádio, mas admite que tem um acordo com a Host Broadcast Service para a exibição de "dignitários".
O cartola fez da sua presença constante uma marca do torneio com um esforço para criar uma imagem de boleiro.
A narrativa construída por ele, no entanto, acabou transformada após o episódio em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ter acionado Infantino por telefone para interceder após a expulsão do americano Folarin Balogun, no início do mata-mata.
A confessa interferência de Trump transformou o cartola em coadjuvante de uma Copa em que o protagonista fora das quatro linhas foi o presidente dos EUA.
Durante a Copa, os dois ainda não posaram juntos, ao menos antes da final. Trump não compareceu a nenhuma partida.
Nas duas primeiras semanas do Mundial, Infantino foi a 24 dos 72 jogos. Chegou a acompanhar dois jogos no mesmo dia. Consultada pela Folha, a Fifa não diz o número exato de partidas em que o cartola esteve presente, mas confirmou o esforço do dirigente para "estar perto da ação".
Embora use esses encontros para fortalecer seus laços com dirigentes das federações envolvidas em cada uma das partidas do Mundial, a submissão a Donald Trump deve impactar os objetivos políticos de Infantino.