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Há um ano, Haiti foi humilhado por Curaçao, que já perdeu de 7 a 1 na Copa

por Folhapress
Publicado em 18/06/2026 às 14:11
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BARCELONA, RN (UOL/FOLHAPRESS) - A seleção do Haiti, adversária do Brasil na segunda rodada do Grupo C da Copa do Mundo, já foi goleada por Curaçao, que levou 7 a 1 da Alemanha no domingo (14). Há um ano, os haitianos perderam por 5 a 1 para a seleção curaçauense.

O jogo, em 10 de junho de 2025, foi válido pelas Eliminatórias da Concacaf para o Mundial. Devido às tensões sociais no Haiti, o duelo foi disputado em Oranjestade, capital de Aruba.

Com as duas seleções já classificadas para fase seguinte das Eliminatórias, a imprensa haitiana esperava que o treinador Sébastien Migné escalasse um time misto. O técnico francês surpreendeu ao colocar os titulares em campo, o que tornou o resultado ainda mais chocante.

Os melhores momentos e as estatísticas da partida mostram que a efetividade de Curaçao fez toda a diferença: os haitianos finalizaram 21 vezes contra dez dos rivais.

Na defesa, os erros da próxima adversária da seleção brasileira também foram destaque. O ataque de Curaçao teve espaço para criar na entrada da área, conseguiu puxar jogadas rápidas na transição e também se aproveitou de erros defensivos — o quarto gol começa com uma pressão em uma bola mal recuada para o goleiro Johny Placide.

JOGO ACENDEU ALERTA

O resultado daquele jogo não teve influência na classificação do Haiti para a Copa do Mundo. Afinal, a equipe de Sébastien Migné já tinha vaga na fase seguinte, em que superou Honduras, Costa Rica e Nicarágua.

Só que, depois daquela goleada para Curaçao, já prevendo partidas mais complicadas rumo ao Mundial, a federação do país intensificou o trabalho de encontrar — e de convencer — atletas com raízes haitianas a defenderem a seleção do país.

O primeiro reforço de peso foi Jean-Ricner Bellegarde, que joga no Wolverhampton. O meio-campista, nascido na França, estreou pela seleção haitiana em agosto, no início da fase final das Eliminatórias.

O lateral-esquerdo e zagueiro Hannes Delcroix, nascido no Haiti mas com passagens pelas seleções de base da Bélgica, pediu à Fifa para voltar a ser elegível para representar o país-natal e estreou nas rodadas finais, em outubro, quando os haitianos conquistaram a vaga.

Foi o mesmo caso do atacante Josué Casimir, que atua no Auxerre, da França. Nascido em Guadelupe, ele defendeu seleções francesas na base, mas juntou-se à delegação haitiana na reta final das Eliminatórias.

Com a adaptação rápida dos novatos e o aumento da qualidade técnica do time, o trabalho se intensificou. Em março, Wilson Isidor — atacante do Sunderland, da Inglaterra — juntou-se ao time, e virou referência imediata no ataque, dando mais força à seleção.

Depois daquela derrota por 5 a 1 para Curaçao, o Haiti não voltou a ser goleado. A pior derrota foi para Honduras, um 3 a 0 pelas Eliminatórias.

No caminho entre a humilhação e chance de enfrentar o Brasil no Mundial, os haitianos colecionam resultados mais relevantes, como a vitória por 1 a 0 sobre a Costa Rica, fundamental para a vaga na Copa, uma goleada de 4 a 0 na Nova Zelândia em duelo amistoso, e derrotas apertadas para Estados Unidos (2 a 1), Peru (2 a 1), Arábia Saudita (1 a 0) e Tunísia (1 a 0).