Giuliani admite impacto de caso Balogun em eliminação dos EUA na Copa
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Andrew Giuliani, diretor executivo da força-tarefa da Casa Branca para a Copa do Mundo, admitiu que a interferência de Donald Trump no caso Folarin Balogun pode ter distraído a seleção dos Estados Unidos (EUA) antes da derrota por 4 a 1 para a Bélgica.
Giuliani reconheceu que a anulação da suspensão de Balogun pode ter afetado o time nas oitavas. "Potencialmente. Não sou psiquiatra esportivo, então é difícil para mim avaliar isso", disse ele, antes de afirmar que segue orgulhoso da equipe.
"Mas tenho orgulho desta equipe. Mesmo nos seus momentos mais difíceis, foi capaz de mostrar o grande caráter que tem, e foi realmente nisso que esteve o meu foco", disse ainda Giuliani.
Segundo Giuliani, Trump pediu a revisão da expulsão para garantir um torneio "justo em campo". "Eu sei que é assim que o presidente se sente em relação a isso. Acho que, do nosso ponto de vista, obviamente o VAR nunca deveria ter sido aplicado daquela forma", disse.
Sobre a eliminação, Giuliani disse que Trump ficou decepcionado. No entanto, reconheceu o mérito da Bélgica na classificação.
"O fato de a Bélgica ter sua equipe completa, de os americanos terem nossa equipe completa, quem quer que vença a partida, você tira o chapéu para eles. E eu sei que o presidente tira o chapéu para eles e também tem orgulho desta equipe dos Estados Unidos", afirmou Giuliani.
Giuliani também apoia a permanência de Pochettino. "Ele é um técnico fantástico. Eu adoraria ver o técnico Pochettino de volta", disse o diretor-executivo da força-tarefa.
ENTENDA O CASO BALOGUN
Balogun havia sido expulso na vitória por 2 a 0 sobre a Bósnia, na segunda fase. A Fifa suspendeu a punição de um jogo e liberou o atacante para as oitavas. Trump depois confirmou ter pedido a Gianni Infantino, presidente da Fifa, que revisasse a suspensão.
Giuliani também saiu em defesa de Infantino após as críticas à decisão da Fifa. Ele afirmou que o dirigente e Trump são "os dois líderes mais carismáticos que você vai conhecer" e disse ver "respeito mútuo" entre os dois.
Trump ainda não foi a um jogo desta Copa, mas é esperado na final para entregar o troféu ao lado de Infantino. Giuliani evitou detalhar os planos do presidente e disse apenas: "Espere o inesperado, pegue a pipoca e acompanhe".