Ex-jogador é acusado de racismo ao comentar expulsão de belga na Copa
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O ex-jogador Rade Bogdanovic, que defendeu a extinta seleção da Iugoslávia, foi acusado de racismo ao comentar a expulsão de Ngoy, da Bélgica, no empate da seleção europeia com o Irã por 0 a 0, neste domingo (21), na Copa do Mundo.
Bogdanovic é comentarista da RTS, TV da Sérvia. Ao comentar a expulsão, ele afirmou que "jogadores negros não têm a concentração necessária para mais de 60 ou 80 minutos".
"A este nível, sendo o último defensor, falhar em uma jogada de bola parada e depois ser expulso... Eu sempre disse que esses jogadores, e não sou racista, mas os jogadores negros não têm a concentração necessária para aguentar mais de 60 a 80 minutos", disse Bogdanovic.
O lance aconteceu no segundo tempo da partida disputada em Los Angeles. Ngoy tentou passe para trás, mas a bola ficou curta, e Taremi tomou a frente. O iraniano sairia cara a cara com o goleiro Courtois quando o defensor belga o puxou e acabou expulso direto.
Rade Bogdanovic nasceu em Sarajevo, capital da Bósnia, mas decidiu jogar pela seleção da Iugoslávia. Ele, que era centroavante, marcou dois gols em três jogos defendendo o país. No cenário de clubes, defendeu Atlético de Madri (ESP), Werder Bremen (ALE), Arminia Bielefeld (ALE), Al-Wahda (EAU), NAC Breda (HOL), Pohang Steelers (COR) e Zeljeznicar (BOS).
Alvo do comentário, o zagueiro Nathan Ngoy tem 23 anos e joga pelo Lille, da França. Ele está no clube desde o meio do ano passado após ter sido comprado do Standard Liége, time em que foi revelado na Bélgica. O defensor tem apenas seis jogos pela seleção.
Sem Ngoy, suspenso, a Bélgica volta a campo no próximo sábado, às 0h (de Brasília). A seleção encara a Nova Zelândia na última rodada do Grupo G da Copa do Mundo. Os belgas estão na terceira posição da chave, com dois pontos, atrás de Irã (2) e Egito (4).