EUA superam expulsão, vencem Bósnia e reencontram algoz de 2014 nas oitavas
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Um dos anfitriões da Copa do Mundo, os Estados Unidos superaram a expulsão de Folarin Balogun no segundo tempo e venceram a Bósnia por 2 a 0, na noite desta quarta-feira (01), no Levi's Stadium, em Santa Clara (EUA), pela segunda fase do Mundial. Com o resultado, os norte-americanos se tornaram a décima seleção classificada para as oitavas de final do torneio.
Folarin Balogun abriu o placar para os Estados Unidos no primeiro tempo, com ajuda de um desvio na defesa bósnia. Na etapa final, Malik Tillman fechou a conta com um belo gol de falta.
Os Estados Unidos chegaram à terceira vitória na Copa do Mundo. Em quatro partidas, a equipe venceu Austrália, Bósnia e Paraguai, além de sofrer uma derrota a Turquia (na fase de grupos).
O triunfo também encerrou um jejum de cinco anos sem vitórias sobre seleções europeias. O último triunfo havia sido em 28 de março de 2021, quando os norte-americanos derrotaram a Irlanda do Norte por 2 a 1.
O resultado ainda ampliou a invencibilidade dos Estados Unidos diante da Bósnia. Ao todo, são três vitórias e um empate no histórico do confronto.
Classificados, os Estados Unidos terão pela frente uma revanche com peso de Copa. A seleção norte-americana reencontra a Bélgica nas oitavas de final, na próxima segunda-feira (6), às 21h (de Brasília), no Lumen Field, em Seattle. Em 2014, os belgas eliminaram os EUA também nas oitavas, com vitória por 2 a 1 na prorrogação.
GOL, EXPULSÃO E DRAMA: O DIA DE BALOGUN
Folarin Balogun viveu os extremos das emoções no Levi's Stadium. O atacante abriu o placar aos 44 minutos com um chute rasteiro, anotando seu terceiro gol nesta Copa e o 12º pela seleção. O brilho do camisa 9 quebrou a internet: sua comemoração "O Silenciador" foi repostada nas redes sociais pelo astro da NBA LeBron James, ratificando seu status de homem-gol do time.
O cenário de sonho desmoronou na etapa final com uma expulsão direta. O cartão vermelho após pisão em Muharemovic interrompeu a atuação de gala e mudou a dinâmica do confronto, transformando o protagonista em vilão. O atacante do Monaco viu seu dia de consagração virar um enorme prejuízo para os norte-americanos.
Ao ir do céu ao inferno, Balogun deixou o gramado sob forte apreensão. Além de obrigar os Estados Unidos a recuarem para suportar a pressão da Bósnia nos minutos finais, a exclusão confirmou o desfalque do principal artilheiro norte-americano para o decisivo duelo contra a Bélgica.
COMO FOI O JOGO?
Os Estados Unidos dominaram o primeiro tempo, mas só tomaram conta do jogo depois de levarem um susto nos minutos iniciais. Aos 9, D?eko fez bem o pivô na entrada da área e ajeitou para Demirovi? soltar uma bomba, defendida por Freese. No minuto seguinte, em cobrança de escanteio fechada, Alajbegovi? quase marcou um gol olímpico, obrigando o goleiro americano a se esticar inteiro para salvar em cima da linha.
A partir daí, a pressão foi toda norte-americana. Balogun teve boa chance aos 14, após cruzamento de Robinson, mas mandou para fora. Três minutos depois, Robinson apareceu livre na área, viu o goleiro Vasilj dar rebote ao tentar cortar cruzamento de McKennie e cabeceou para fora. O atacante ainda pediu pênalti aos 28 e chegou a balançar as redes aos 30, mas o lance foi anulado por impedimento.
A insistência dos Estados Unidos foi premiada aos 44 minutos. Tillman fez bom passe em profundidade na área, Balogun ganhou a dividida com a defesa e bateu rasteiro. A bola desviou no caminho, passou entre as pernas de Vasilj e morreu no fundo da rede. Ainda nos acréscimos, os norte-americanos quase ampliaram: Dest escorou lançamento de Tillman, e Balogun, livre na pequena área, carimbou o travessão.
Os Estados Unidos voltaram do intervalo tentando matar o jogo. Richards teve a primeira chance em cabeçada após escanteio de Robinson, mas facilitou a defesa. A Bósnia respondeu aos 10 minutos, quando Katic arriscou de longe e mandou por cima do travessão.
A partida ganhou outro rumo aos 15. Balogun acertou um pisão em Muharemovic no meio de campo e, após revisão do VAR, recebeu cartão vermelho. Com um jogador a mais, a Bósnia passou a rondar a área americana e levou perigo em finalização de Demirovic, defendida sem dificuldades por Freese.
Mesmo em desvantagem numérica, os Estados Unidos seguiram levando perigo nos contra-ataques. Pulisic chegou a balançar as redes após boa troca de passes entre Tillman e McKennie, mas o lance foi anulado por impedimento. Pouco depois, Tillman cobrou falta da entrada da área, Vasilj falhou e viu a bola morrer no fundo da rede.
Nos minutos finais, os americanos fecharam os espaços e só sofreram um susto em chute de Alajbegovic, aos 46, que passou rente à trave.
EUA
Matt Freese; Sergino Dest, Chris Richards e Antonee Robinson; Tim Ream, Alex Freeman, Tyler Adams, Weston McKennie e Malik Tillman; Christian Pulisic e Folarin Balogun.T.: Mauricio Pochettino.
BÓSNIA
Nikola Vasilj; Tarik Muharemovic, Sead Kolasinac, Amar Dedic, Nikola Katic e Stjepan Radeljic; Armin Gigovic, Ivan Sunjic e Ermedin Demirovic; Edin Dzeko e Kerim Alajbegovic.T.: Sergej Barbarez.
Local: Levi's Stadium, em Santa Clara (EUA)
Árbitro: Raphael Claus (BRA)
Assistentes: Danilo Manis (BRA) e Rodrigo Figueiredo (BRA)
VAR: Juan Soto (VEN)