Estrela do Iraque na Copa teve pai morto pela Al Qaeda e irmão sequestrado
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Se a defesa do Iraque terá a missão de parar Haaland no confronto contra a Noruega, nesta terça-feira (16), pela Copa do Mundo, os defensores da seleção europeia também devem ter trabalho com um outro nome, mas bem menos conhecido: Ayman Hussein.
CONHEÇA HUSSEIN
Hussein é um ídolo no futebol iraquiano. Ao todo, são 33 gols marcados pela seleção, mas um deles é ainda mais especial: foi ele quem marcou o segundo tento do Iraque na vitória por 2 a 1 sobre a Bolívia, na repescagem, e que garantiu a presença do país na Copa após 40 anos.
Mas a idolatria é dividida com a dor. Criado no Iraque em meio à era de conflitos das últimas décadas, Hussein perdeu o pai e buscar um irmão que foi sequestrado.
O pai de Hussein foi morto pela Al Qaeda em 2008. Ele era um oficial do exército iraquiano.
O irmão do jogador está desaparecido desde 2014. Ele, que era policial, foi sequestrado pelo Estado Islâmico e nunca mais foi encontrado, apesar de as buscas seguirem.
No futebol, Hussein fez praticamente toda a sua carreira no futebol asiático. Ele passou por clubes do Iraque, do Qatar e dos Emirados Árabes Unidos. As únicas saídas do continente foram para jogar na África, onde defendeu Raja Casablanca (Marrocos) e Sfaxien (Tunísia). Aos 30 anos, ele joga pelo Al-Karma, do Iraque.
INTERROGADO NOS EUA
Hussein virou um personagem da Copa antes mesmo de estrear na noite desta terça-feira (16). Na chegada da delegação aos Estados Unidos, ele foi interrogado e teria ficado sete horas em uma sala, segundo a agência de notícias Shafaq News.
O atacante foi liberado e seguiu a preparação para a estreia desta terça-feira (16). Além do duelo contra a Noruega, às 19h (de Brasília), o Iraque ainda vai jogar contra França (22/6, às 18h) e Senegal (26/6, às 16h).