Comece hoje pagando a partir de R$5/mês no plano mensal

Espanha superou a França nos dois confrontos com os técnicos atuais

por Folhapress
Publicado em 11/07/2026 às 23:33
Ouvir matéria

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Considerada por muitos uma final antecipada, a partida entre França e Espanha, nesta terça-feira (14), na semifinal da Copa do Mundo de 2026, oporá Didier Deschamps, 57, técnico mais bem sucedido da história de sua seleção, a Luis de la Fuente, 65, que se destacou no comando das categorias de base espanholas.

Nos únicos dois confrontos entre os dois até hoje, também em semifinais, de la Fuente levou a melhor sobre Deschamps.

Na semifinal da Eurocopa de 2024, a Espanha venceu a França por 2 a 1. No ano seguinte, em jogo histórico pela semifinal da Liga das Nações, a Fúria superou os Bleus por 5 a 4.

No comando da França desde 2012, Didier Deschamps está no rol seleto de campeões do mundo atuando tanto como jogador (1998) quanto como técnico (2022), ao lado do brasileiro Zagallo e do alemão Franz Beckenbauer.

Luis de la Fuente treina a seleção principal da Espanha há bem menos tempo. Começou em 2022, depois da saída de Luis Enrique. Mas está desde 2013 na federação, tendo comandado o sub-19, o sub-21 e o sub-23 da Fúria.

Pela seleção principal, conquistou a Liga das Nações da Uefa de 2022/2023 e a Eurocopa de 2024 (este último torneio também pelo sub-19 e pelo sub-21). A Copa de 2026 é sua primeira com o time principal.

Já Deschamps está prestes a se tornar o técnico com mais jogos em Copa do Mundo da história.

Contra a Espanha, chegará ao 25º jogo em Mundiais. Mesmo que caia e não vá à final, ainda terá a disputa pelo 3º lugar pela frente, a 26ª partida.

Na fase de grupos, Deschamps não esteve na vitória por 4 a 1 contra a Noruega. Ele deixou temporariamente a delegação francesa para acompanhar o velório e o enterro da mãe.

Volante da França campeã em 1998, Deschamps treinou os franceses nos Mundiais do Brasil (2014), da Rússia (2018), do Qatar (2022) e deste ano.

Em 24 jogos à frente da França, Didier Deschamps conquistou 19 vitórias, três empates e duas derrotas. É o técnico com o melhor desempenho à frente dos Bleus.

Já a La Roja aspira melhorar seus resultados das últimas Copas do Mundo da Rússia, em 2018, e do Qatar, em 2022, nas quais caiu nas oitavas de final.

Luis de la Fuente não hesita em colocar a Espanha entre os principais candidatos a ganhar a Copa do Mundo, 16 anos após o sucesso na África do Sul.

"Digo claramente, nos sentimos favoritos? Sim. Capazes de ganhar a Copa do Mundo? Sim, mas isso não garante nada", disse De la Fuente à AFP em maio, antes do início do Mundial de 2026.

"Há outras seleções que são tão candidatas quanto nós. Temos vontade de lutar ao máximo, mas o futebol é difícil mesmo sendo superior ao rival", afirmou o técnico espanhol.

"Lutaremos por tudo", afirmou De la Fuente, para quem a Espanha tem todos os ingredientes para ser campeã.

"Temos qualidade, espírito de equipe e competitividade; nessas áreas, somos uma equipe muito forte. Há outros pontos fortes e coisas a melhorar, mas temos uma ótima base", concluiu.