Entrada de Neymar provocou queda de rendimento da seleção brasileira
NOVA JERSEY, EUA (UOL/FOLHAPRESS) - A entrada de Neymar, aos 22 minutos do segundo tempo, provocou uma queda de produtividade da seleção brasileira na derrota por 2 a 1 contra a Noruega.
É o que mostram os dados do site footmob, que avalia os momentos de domínio de cada equipe durante uma partida levando em conta troca de passes em áreas de perigo, chutes a gol, faltas próximas à área, escanteios e contra-ataques.
Antes da escolha pelo camisa 10, a seleção fazia um jogo equilibrado, mas com uma leve superioridade da Noruega. Após a entrada do veterano, os europeus tomaram o controle do jogo até fazerem 1 a 0 aos 34 minutos do segundo tempo.
O gol da Haaland premiou o momento de maior intensidade da equipe europeia. Foi também uma inversão de papeis. Antes de Neymar entrar no lugar de Gabriel Martinelli, era o Brasil que tinha o controle do jogo, de acordo com os dados do footmob.
O período de superioridade da seleção foi quando Endrick entrou em campo. O jovem de 19 anos substituiu Matheus Cunha aos 13 minutos do segundo tempo e teve uma chance clara de gol em que ele finalizou mal.
Esse foi o segundo melhor momento do time de Carlo Ancelotti, atrás somente de um período no primeiro tempo, quando a equipe dominou entre 8 e 21 minutos chegou inclusive a ter um pênalti, desperdiçado por Bruno Guimarães.
A escolha por Neymar quebrou o ritmo brasileiro. Com o camisa 10, que foi convocado com uma lesão na panturrilha direita e só estreou na terceira rodada, o time praticamente não mais atacou e ficou sob pressão da Noruega entre 21 e 36 minutos do segundo tempo. Foi justamente neste período, aos 34, que a Noruega fez o primeiro gol, com Haaland.
Para tentar evitar a eliminação precoce, o Brasil se lançou ao ataque e passou a arriscar mais. Conseguiu criar algum perigo, mas viu o sonho do hexacampeonato ruir aos 45 minutos do segundo tempo, quando Haaland chutou de fora da área para fazer 2 a 0.
O Brasil ainda sofreu mais um pênalti, que foi convertido por Neymar. Mas já era tarde. Sem intensidade de jogo após a entrada do jogador do Santos, a seleção viu a sua participação chegar ao fim de forma precoce, parando nas oitavas de final, pior desempenho da equipe brasileira desde 1990.