Entenda a revisão do VAR em lance de possível pênalti de Mané em Mbappé na Copa
RECIFE, PE (FOLHAPRESS) - Aos 12 minutos do segundo tempo, Kylian Mbappé caiu na área após uma disputa com Sadio Mané e pediu pênalti para a França contra Senegal na tarde desta terça-feira (16), no MetLife Stadium, em East Rutherford, nos Estados Unidos. A partida, que terminaria com vitória francesa por 3 a 1, ainda estava empatada por 0 a 0 quando o árbitro australiano Alireza Faghani foi chamado para revisar a jogada no monitor do VAR.
Faghani manteve a decisão de campo e não marcou a penalidade. A revisão, porém, gerou dúvidas porque foi sinalizada como uma possível análise de pênalti. Ao anunciar a decisão final, no entanto, o árbitro indicou apenas que a bola havia saído pela linha de fundo após o último toque de Mbappé e reiniciou a partida com tiro de meta para Senegal.
Ex-árbitro Fifa e atual assessor de arbitragem do Cruzeiro, Leandro Gaciba afirmou que o protocolo atual permite a revisão tanto para um possível pênalti quanto para a correção de uma decisão factual relacionada à saída da bola.
"Como houve contato entre os jogadores, ele pode ter chamado para avaliar se era faltoso ou não. Ao final, o árbitro considerou que o contato não foi suficiente para derrubar o atacante e voltou com a decisão de tiro de meta", disse.
"A interpretação de falta, em especial dos pênaltis, tem que ser muito caracterizada para a marcação. Ao final da primeira fase, normalmente a Fifa analisa acertos e erros e esse lance deve entrar em análise", complementou.
Para o ex-árbitro Wallace Valente, a principal justificativa para a revisão foi a necessidade de corrigir a marcação da saída de bola.
"Ele tinha marcado o tiro de canto, e o VAR disse pra ele que na verdade foi tiro de meta, porque o Mbappé foi o último a tocar na bola. Então, por esse aspecto, o VAR interveio de forma correta", afirmou.
Já o ex-árbitro assistente Luciano Benevides afirmou que o lance ajuda a explicar as novas orientações para o uso do VAR na Copa do Mundo.
"O contato por cima não é suficiente. Se fosse por baixo, com um calço, aí sim era pênalti. Como não houve, ele apenas reverteu a decisão de tiro de canto para tiro de meta, porque o último a tocar na bola foi o atacante francês", analisou.
Com dois gols marcados na partida, Mbappé superou Pelé e Messi na artilharia histórica do torneio. Ele agora tem 14, empatado com Müller, e atrás de Ronaldo (15) e Miroslav Klose. A França volta a campo na segunda-feira (22), contra o Iraque, enquanto Senegal pega a Noruega, pelo Grupo I da Copa.