Deschamps rebate 'fama' de Mbappé: 'Vocês fazem ele parecer isso'
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Após a vitória da França sobre o Paraguai, pelas oitavas de final da Copa do Mundo, o técnico Didier Deschamps, da França, rebateu o apelido de "ditador" atribuído a Mbappé por causa dos seus comportamentos desde os tempos de PSG.
O QUE ACONTECEU
O treinador disse que a fama foi criada por pessoas que estão fora do convívio. Ele destacou o papel de liderança do atacante e garantiu que a realidade é bem diferente do que acontece no dia a dia.
Não, ele não mudou. Vocês [de fora] é que o fazem parecer um ditador. O Kylian Mbappé tem uma imagem para alguns que assistem de fora que não corresponde em nada à realidade. Didier Deschamps, em entrevista coletiva
O técnico francês ressaltou que conversa bastante com Mbappé. Segundo Deschamps, o atacante fala com ele sempre em nome do grupo e não só pensando no individual.
Ele tem essa mentalidade desde o primeiro dia. Ele fala em nome do grupo, falo muito com ele. Ele me passa as queixas que não são necessariamente dele. Todos o seguem. Didier Deschamps
COMO SURGIU O APELIDO?
A associação com "ditador" começou como uma piada ainda na passagem do atacante pelo PSG. Circulou a narrativa de que Mbappé gerenciava projetos do clube francês à vontade, incluindo a preparação do elenco.
A brincadeira seguiu no Real Madrid e reapareceu com força na Copa de 2026. O apelido ressurgiu impulsionado por gestos do jogador em campo e por montagens que o retratam com aparência de chefe militar condecorado.
Em um vídeo reproduzido durante a Copa, jogadores da França aparecem brincando com Mbappé e o chamando de "Mobutu". A referência é a Mobutu Sese Seko, que foi um ditador na RD Congo e comandou o país em um regime autoritário por cerca de 30 anos.
Mobutu tomou o poder diretamente em 1965 após comandar um segundo golpe de Estado. O ditador foi deposto em maio de 1997 pelas tropas de Laurent-Désiré Kabila.