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Croata Modric, 40, despede-se das Copas com dois pódios e título individual

por Folhapress
Publicado em 02/07/2026 às 22:55
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O maestro participou de seu último concerto na história das Copas. Com a derrota para Portugal, em Toronto, a Croácia está eliminada da competição -os lusitanos avançam para as oitavas de final, para enfrentar a Espanha.

Aos 40 anos, Luka Modric foi referência de uma geração e principal nome da seleção vice-campeã em 2018 (levando a Bola de Ouro) e terceira colocada em 2022 -com direito a eliminar o Brasil nas quartas de final.

A história do camisa 10 quase se confunde com a trajetória do próprio país nos Mundiais.

Foram sete participações croatas desde o fim da Iugoslávia, começando em 1998. Modric esteve em cinco delas -poderiam ter sido seis, caso a equipe não tivesse ficado fora do Mundial de 2010.

Com exceção da surpreendente campanha de 1998 -quando a simpática seleção com camisa que parecia toalha de piquenique terminou em terceiro lugar e fez o artilheiro (Suker, com 6 gols)-, as boas performances do país eslavo passaram por Modric.

Em sua primeira Copa, 20 anos atrás, ele ficou no banco no confronto contra o Brasil e entrou no segundo tempo nas outras partidas, sem alarde.

Foi no Brasil que o maestro voltou ao Mundial, em 2014, como líder do time. Naquele ano, atuou nas três partidas da decepcionante campanha que terminou na primeira fase -novamente, com jogo contra o Brasil e derrota por 3 a 1.

A grande Copa de Modric veio quatro anos depois, em solo russo. Na estreia na competição, diante da Nigéria, fez seu primeiro gol, na vitória por 2 a 0. Voltou a marcar contra a Argentina. Nas duas partidas, foi eleito o melhor em campo.

Voltou a ser escolhido o principal jogador nas quartas de final, quando a Croácia eliminou a Rússia nos pênaltis.

Na semifinal, os croatas surpreenderam a favorita Inglaterra com uma vitória de virada. No entanto, o time não teve força para brecar o ataque francês, capitaneado por Mbappé, na decisão.

Mesmo sem o título, o jogador foi escolhido pela Fifa como o melhor da competição.

Já aos 37 anos, no Qatar, muitos tratavam a competição como a última de Modric -apesar de o astro não ter feito uma despedida oficialmente. A discussão era se ele teria gás para a Eurocopa de 2024.

Na competição, foi escolhido mais duas vezes como o melhor jogador em campo, nos empates sem gols contra Marrocos e Bélgica.

Com o segundo lugar no grupo, encarou Japão nas oitavas e Brasil nas quartas de final. Em ambas, viu o goleiro Livakovic brilhar.

Na semifinal, a Croácia não foi páreo para Messi, em grande forma. Mas garantiu o terceiro lugar e o segundo pódio consecutivo ao vencer Marrocos por 2 a 1. O argentino ficou com o título de melhor da Copa, seguido por Mbappé e Modric, fechando o trio.

Nesta Copa, Modric não tem jogado por 90 minutos. Mas teve tempo para dar a assistência decisiva para o gol da vitória da Croácia contra Gana, por 2 a 1 -e se tornar o jogador mais velho dos Mundiais a dar um passe decisivo para gol.

O maestro deve continuar conduzindo sua equipe apenas em solo italiano, com a camisa do Milan.