Contra o Brasil, goleiro Orjan Nyland tem sua melhor atuação na Copa de 2026
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Orjan Nyland foi um dos melhores em campo na vitória da seleção norueguesa neste domingo (5), em Nova Jersey.
Contra o Brasil, o goleiro defendeu um pênalti, parou outras três boas chances brasileiras e fez a melhor aparição dos quatro jogos que disputou até agora na Copa do Mundo de 2026.
Foram quatro intervenções importantes para os europeus na partida. A melhor chance de o Brasil abrir o placar foi logo no início. Nyland defendeu a cobrança de pênalti de Bruno Guimarães, que chutou à direita do gol e à meia-altura, sem muita força.
Aos 40 minutos da primeira etapa, foi a vez de Vinicius Jr. ser parado pelo norueguês. O ponta invadiu a grande área pela esquerda, fez finta e tentou o chute de canhota, já quase na pequena área, sem sucesso.
Aos 15min do segundo tempo, Rayan arriscou da entrada da grande área de perna direita --mais uma defesa de Nyland.
Já com o placar aberto para os noruegueses, Nyland deu um salto acrobático para evitar um gol contra do zagueiro Kristoffer Ajer. Ao desarmar o atacante Endrick, o camisa 3 da Noruega deu um chutão para cima que ia encobrindo o camisa 1, adiantado. Nyland deu dois passos para trás e saltou para dar um tapinha na bola e colocá-la para escanteio.
O guarda-metas já tinha encaminhado a vitória dos europeus quando o árbitro assinalou pênalti em Casemiro. A cobrança de Neymar evitou o que seria o primeiro jogo sem sofrer gols do camisa norueguês neste Mundial.
A Noruega bateu o Brasil por 2 a 1, pelas oitavas de final, e decretou o maior jejum da história da seleção na história dos Mundiais da Fifa. Ficará registrado que esse marco negativo passou pelas luvas de Nyland.
Até então, a maior espera para comemorar um título tinha sido os 24 anos, de 1970 e 1994, as campanhas do tri e do tetracampeonato.
Nyland entrou em campo em duas das três partidas na fase de grupos, nas vitórias diante do Iraque (4 a 1) e Senegal (3 a 2).
Com os titulares poupados, ele ficou de fora na goleada sofrida para a França (4 a 1) na terceira rodada, antes do mata-mata. Voltou ao time principal na vitória por 2 a 1 contra a Costa do Marfim, na fase de 32 seleções, em que os noruegueses garantiram a vaga nas oitavas.
Contra os iraquianos, apesar dos quatro gols marcados pelos europeus, Nyland teve desempenho abaixo do esperado. O Iraque arriscou 11 vezes e acertou o alvo apenas uma --a bola cruzada para o atacante Aymen completar de cabeça e fazer o único gol.
Diante do Senegal, o goleiro norueguês teve outra exibição mediana. Nyland foi requisitado em quatro oportunidades nas investidas senegalesas. Teve duas intervenções bem-sucedidas e acabou vazado nas outras duas. Ismaila Sarr foi o autor dos gols africanos.
Diante da Costa do Marfim, Nyland teve uma exibição melhor do que as duas anteriores. Dos 15 chutes marfinenses, cinco chegaram à meta. O arqueiro evitou quatro tentos, sendo vazado em uma tentativa --um golaço de Amad Diallo.