Com Mbappé fora, Cafu segue como único a jogar em 3 finais de Copa seguidas
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Com a eliminação da França na Copa do Mundo após derrota para a Espanha, Mbappé não tem mais chance de igualar um recorde de Cafu: o brasileiro seguirá como único jogador na história do torneio a jogar três finais seguidas.
Cafu foi o primeiro jogador da história a participar de três finais consecutivas do torneio. Em 1994, aos 24 anos de idade, começou no banco, mas entrou no primeiro tempo da partida.
Jorginho, o titular do tetra, sentiu dores aos 21 minutos do 1º tempo e foi substituído, cedendo lugar ao colega. Cafu tomou um cartão amarelo aos 22 minutos do 2º tempo e teve participação positiva na prorrogação. Na ocasião, o Brasil superou a Itália nos pênaltis por 3 a 2 e conquistou o troféu.
Nas duas finais de Copa seguintes, Cafu foi titular. Em 1998, na derrota por 3 a 0 para a França, o lateral estava envolvido no lance do terceiro gol dos europeus -Patrick Vieira o superou na corrida e bateu rasteiro para fechar o placar. Como capitão da equipe em 2002, ele se tornou um dos símbolos da conquista do pentacampeonato.
MBAPPÉ QUERIA FEITO, MAS PAROU NA TRAVE
O francês buscava sua terceira final seguida. Em 2018, quando tinha 19 anos, Mbappé foi titular da equipe que bateu a Croácia por 4 a 2 e até marcou um dos gols franceses na vitória. Com o tento, ele também se tornou um dos jogadores mais jovens a estufar as redes em uma final de Copa.
Aos 23 anos, Mbappé atingiu marca histórica em sua segunda final. No confronto com a Argentina, o francês fez um hat-trick e se tornou somente o segundo jogador na história a fazer três gols numa final de Copa. Ele se juntou a Geoff Hurst, da Inglaterra -o inglês alcançou a marca em 1966.
Caso avançasse, o europeu teria atingido feito mais cedo que brasileiro. Enquanto Cafu só foi atuar em sua terceira final de Copa aos 32 anos, Mbappé conseguiria aos 27.
A artilharia da Copa também está em xeque para Mbappé. Com 8 gols na atual edição, ele ainda pode ser ultrapassado por Messi (8 gols, mas atrás nos critérios de desempate) e por Harry Kane (6 gols). O francês também estava na luta para se consolidar como maior artilheiro da história das Copas, com 20 tentos.