Com mais jogos, Mundial chega a 13 viradas e supera marca de 2002
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Nunca uma Copa do Mundo teve tantas partidas em que uma seleção abriu o placar e acabou derrotada quanto na edição de 2026. Até o momento, o Mundial registra 13 viradas, superando as 9 da Copa de 2002, disputada na Coreia do Sul e no Japão recorde anterior.
A marca foi batida na vitória da Inglaterra por 2 a 1 sobre a República Democrática do Congo. Após sair na frente em jogo da fase de 32 equipes, a seleção africana, estreante em um mata-mata de Copa, sofreu dois gols de Harry Kane e deu adeus ao torneio.
No recorte das fases eliminatórias, a edição de 2026 figura entre as que mais tiveram mudanças de placar, seja até o fim do tempo regulamentar ou da prorrogação.
Cinco seleções abriram vantagem, mas acabaram eliminadas na fase de 32 equipes e nas oitavas de final marca igual à registrada nas Copas de 1934 e 1938. O Brasil virou sobre o Japão. Bélgica e Portugal também venceram de virada, diante de Senegal e Croácia, respectivamente.
Nas oitavas de final, a Argentina perdia por 2 a 0 para o Egito até os 33 minutos do segundo tempo, mas reagiu com gols de Romero, Messi e Enzo Fernández para garantir a classificação às quartas de final.
Uma virada não é sinônimo de um jogo eletrizante, mas representa mudança no placar e exige, no mínimo, três gols na partida.
A Copa de 2026 tem média de 2,92 gols por jogo 280 bolas na rede em 96 partidas. O índice é superior ao de edições recentes do torneio, mas ainda abaixo do recorde histórico de 5,3 gols por jogo na Copa de 1954, na Suíça, quando 26 partidas foram realizadas. Na Copa de 1958, na Suécia, foram 126 gols em 35 partidas, média de 3,6 por jogo.
O aumento no número de viradas acompanha a ampliação do torneio. Disputada por 48 seleções, a Copa de 2026 conta com 16 equipes a mais do que a edição de 2022 e estreou a fase de 32 equipes, disputada antes das oitavas.
O número de partidas cresceu de 64 para 104. Até o momento, 96 jogos foram disputados.
Apesar de liderar o número absoluto de viradas, o Mundial da América do Norte fica atrás quando o critério é a frequência. Até aqui, a competição registra uma virada a cada sete partidas.
Na Copa de 1934, disputada na Itália, a média foi de uma virada a cada três jogos. Naquele torneio, 5 das 17 partidas terminaram com vitória de quem saiu atrás no placar.
Nas edições de 1938, na França, e de 1958, na Suécia, as médias também foram superiores: uma virada a cada quatro jogos.