Com jogo tenso contra o Japão na Copa, torcida se esquece de Neymar
HOUSTON, EUA (FOLHAPRESS) - Pouco depois do gol de Casemiro, alguns brasileiros no estádio NRG, em Houston, timidamente pediram a entrada de Neymar na partida contra o Japão na abertura do mata-mata da Copa do Mundo.
O grito não virou coro e logo foi abafado.
Entre no grupo FolhaStats Confira a tabela da Copa Diante da tensão que se estendeu até os acréscimos do confronto, quando Gabriel Martinelli definiu a vitória de virada por 2 a 1, a torcida verde e amarela não cobrou de Carlo Ancelotti a entrada do camisa 10. Ficou a impressão de que ele foi esquecido no banco.
Ancelotti, disse, entratanto, que planejava usar o jogador caso o Brasil não tivesse empatado a partida até os 15 ou 20 minutos do segundo tempo. E também se a partida tivesse ido para a prorrogação.
"Estava esperando Neymar na prorrogação. Falei com ele. Se a gente não empatasse o jogo, entraria no minuto 60, 65 [entre 15 e 20 minutos do segundo tempo]. Empatamos o jogo e não queria mudar a estrutura porque o time tinha o controle do jogo"
O italiano também não demonstrou intenção de colocá-lo em campo. Para modificar o ataque, suas opções foram Endrick e Martinelli, e foi justamente o jogador do Arsenal o autor do gol salvador, já nos acréscimos.
Neymar passou boa parte do jogo sentado no banco. Levantou-se algumas vezes para reclamar da arbitragem e outras para lamentar chances desperdiçadas pelo Brasil.
No último jogo da fase de grupos, contra a Escócia, Ancelotti havia promovido a estreia do camisa 10 no Mundial depois de semanas de incógnita. Ele se apresentou para a Copa do Mundo com uma lesão na panturrilha direita e não se sabia ao certo quando teria condições de atuar na Copa.
Ele entrou na partida aos 31 minutos do segundo tempo, com o jogo já resolvido, com 3 a 0 para o Brasil, e a torcida em festa.
Depois do duelo com os escoceses, ele disse que se sentiu bem e que agora tem condições de atuar até 200 minutos. Sem sair do banco contra o Japão, terá agora de esperar as oitavas de final para ter uma chance.