Com chuteira preta e sem clube, Fabinho é testado como titular na seleção
NOVA JERSEY, EUA (UOL/FOLHAPRESS) - Em meio a uma seleção brasileira repleta de chuteiras coloridas, lançamentos de patrocinadores e contratos milionários, o volante Fabinho testado entre os titulares nesta quarta-feira (17) chama atenção justamente pela discrição. Dos 26 convocados para a Copa do Mundo, ele é o único que entrou em campo usando uma chuteira preta, sem logomarca aparente e com sinais de ter sido pintada para esconder qualquer identificação.
A cena é incomum no futebol atual. Entre modelos rosas, azuis, dourados e versões especiais desenvolvidas pelas grandes fabricantes de material esportivo, a chuteira totalmente preta costuma ser associada a jogadores sem contrato de patrocínio. Nos treinos ele até usa modelos da Adidas, sua antiga patrocinadora, mas não é o que aconteceu na estreia do Mundial.
A indefinição não está apenas nos pés. Aos 32 anos, Fabinho também chega à reta final da Copa sem saber onde jogará na próxima temporada. Seu vínculo com o AlIttihad, da Arábia Saudita, termina no próximo dia 30 e, até o momento, ele não anunciou qualquer acordo para o futuro.
O volante desperta interesse de clubes brasileiros, mas pessoas próximas ao jogador indicam que sua preferência seria permanecer no exterior, seja em algum mercado europeu ou até mesmo no próprio futebol saudita. Nesse cenário, a participação no Mundial pode ser decisiva para ampliar opções e fortalecer sua posição nas negociações.
TESTADO ENTRE OS TITULARES
Dentro de campo, Fabinho ganhou pontos na estreia do Brasil. Acionado por Carlo Ancelotti no segundo tempo do empate com Marrocos, ele entrou na vaga de Casemiro e recebeu elogios pelo desempenho. A atuação reforçou sua condição de peça confiável para o treinador italiano.
O volante foi testado entre os titulares no treino desta quarta-feira, em Nova Jersey, na antevéspera do duelo contra o Haiti, nesta sexta-feira, às 21h30 (horário de Brasília), na Filadélfia, pela 2ª rodada do Grupo C da Copa do Mundo.
Comparado ao time do empate em 1 a 1 com Marrocos, a atividade ainda apresentou outras modificações. Desconsiderando goleiros, a formação de linha de Ancelotti tinha: Danilo, Marquinhos, Léo Pereira e Douglas Santos; Fabinho, Bruno Guimarães; Martinelli, Luiz Henrique, Vini Jr e Igor Thiago.