Com Balogun, EUA jogam revanche contra Bélgica por ida às quartas da Copa
RECIFE, PE (FOLHAPRESS) - A Bélgica é a seleção que interrompeu uma das campanhas mais marcantes dos Estados Unidos em Copas do Mundo.
Doze anos depois da vitória por 2 a 1 na prorrogação, em Salvador, na Copa do Mundo de 2014, os dois países voltam a se enfrentar, às 21h (de Brasília) desta segunda-feira (6), em Seattle, pelas oitavas de final do Mundial na América do Norte, sediado por EUA, Canadá e México.
O reencontro coloca frente a frente uma seleção americana inteiramente renovada e uma Bélgica que ainda se apoia em parte da geração responsável pelo melhor período de sua história.
Há 12 anos, o goleiro Tim Howard fez 15 defesas, recorde em uma partida de Mundial, mas não conseguiu evitar a eliminação americana. Kevin De Bruyne abriu o placar na prorrogação, Romelu Lukaku ampliou e Julian Green diminuiu.
Já veteranos, De Bruyne, 35, e Lukaku, 33, continuam na equipe europeia e voltam a enfrentar os Estados Unidos agora.
Os americanos chegam em situação diferente da de 2014. Sob o comando do treinador argentino Mauricio Pochettino, avançaram às oitavas depois de terminar a fase de grupos na liderança da chave e derrotar a Bósnia por 2 a 0 na fase de 32 países.
A equipe soma dez gols, três vitórias e duas partidas sem sofrer gols, números inéditos para a seleção em uma única edição da Copa.
Pochettino também se tornou o primeiro treinador dos Estados Unidos a vencer três partidas em um mesmo Mundial.
A melhor campanha do país coantitrião deste Mundial foi um terceiro lugar no torneio de 1930, no Uruguai, a primeira edição da Copa do Mundo da Fifa. Depois, chegou às quartas de final em 2002.
A classificação diante dos bósnios quase deixou um problema para o treinador.
Folarin Balogun, autor de três gols na competição, abriu o placar contra a Bósnia, mas acabou expulso após revisão do VAR (árbitro de vídeo) por um lance em que acertou o tornozelo de Tarik Muharemovic.
A decisão provocou críticas de Pochettino, que classificou o contato de seu artilheiro como acidental, e gerou debate sobre os critérios de arbitragem adotados no torneio por conta de um lance semelhante protagonizado por Lionel Messi contra a Jordânia.
A Fifa decidiu neste domingo (5) abrandar a punição a Balogun, o que faz com que o camisa 20 possa entrar em campo normalmente contra a Bélgica.
"Por força do artigo 27 do FDC (Código Disciplinar da Fifa), o cumprimento da suspensão automática de uma partida do jogador dos Estados Unidos Folarin Balogun fica suspenso por um período probatório de um (1) ano", disse a entidade em comunicado.
Se os Estados Unidos, contando com seu goleador, chegam embalados ao jogo, a Bélgica desembarca em Seattle depois da classificação mais dramática entre as seleções ainda vivas na Copa.
A equipe perdia por 2 a 0 para o Senegal até os 86 minutos, empatou com gols de Lukaku e do capitão, Youri Tielemans, e garantiu a vaga na prorrogação, com um pênalti convertido por Tielemans aos 125 minutos.
A reação evitou uma eliminação precoce, mas não afastou as críticas ao desempenho da equipe belga.
O lateral Timothy Castagne afirmou que a Bélgica "não pode esperar outro milagre" se quiser avançar, enquanto integrantes da comissão técnica reconhecem ser necessário um desempenho mais consistente diante dos anfitriões.
O vencedor do confronto entre norte-americaos e belgas duelará por uma vaga na semifinal contra Espanha ou Portugal, que jogam também nesta segunda, às 16h, em Arlington (EUA).