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Casemiro tem voto de confiança de Ancelotti e ajuda a evitar novo trauma diante do Japão

por Folhapress
Publicado em 29/06/2026 às 16:33
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HOUSTON, EUA (FOLHAPRESS) - Quando Kaishu Sano interceptou um passe errado de Danilo e puxou o contra-ataque que terminaria com o primeiro gol do jogo entre Brasil e Japão, Casemiro ficou diante de um dilema. Pendurado desde os 14 minutos de partida com um cartão amarelo, ele poderia conter o avanço do camisa 24 japonês com uma falta, mas correria o risco de ser expulso.

Nos segundos em que o volante avançou com a bola até surpreender Alisson com um chute no contrapé do goleiro, talvez tenha passado pela cabeça de Casemiro o trauma que ele viu na eliminação do Brasil na Copa do Mundo de 2022.

Clique aqui e entre no grupo FolhaStats Há quatro anos, também pendurado, ele evitou fazer uma falta em Modric, então seu companheiro no Real Madrid, e viu o craque croata construir a jogada que terminou com o gol de Petkovic, empatando o jogo na prorrogação.

Como se sabe, na decisão por pênaltis, a seleção brasileira acabou eliminada nas quartas de final.

O lance assombrou Casemiro por muito tempo. Ele mesmo admitiu que chorou como uma criança depois da queda equipe canarinho, mas jura que não teve receio de fazer a falta em Modric.

"Teria dado uma voadora nele", argumentou em uma entrevista anos depois.

Assim como não deu uma voadora em Modric, ele também não fez a falta em Sano. Saiu de campo como um dos mais xingados pelos torcedores depois da primeira etapa.

No intervalo da partida, um torcedor brasileiro na fila do banheiro parafraseou a famosa frase "Houston, we have have a problem", eternizada no filme Apollo 13 (1995), para descrever a participação do camisa 5: "Houston, we have a Casemiro".

Desta vez, porém, Casemiro teve a chance de se recuperar ainda no mesmo jogo. Apesar da péssima partida que fez no primeiro tempo, quando a advertência logo no primeiro terço de jogo limitou suas ações e o fez perder as principais disputas com os japoneses, Carlo Ancelotti o manteve para o segundo tempo.

Foi uma decisão diferente daquela que o italiano teve na estreia do Brasil no Mundial, quando ele sacou o volante no intervalo do jogo com o Marrocos com o receio de que ele levasse um segundo cartão amarelo. Na ocasião, o cartão amarelo também serviu como desculpa para o técnico para não admitir o peso da fraca atuação do camisa 5 na opção por sua troca.

A decisão do comandante de mantê-lo em campo se mostrou correta.

Logo aos 11 minutos da etapa final, de cabeça, o camisa 5 conseguiu evitar deixar a partida rotulado apenas por seus erros. Foi dele o gol de empate da equipe canarinho, em um momento crucial do confronto, com os japoneses confortáveis na marcação após a vantagem construída na primeira etapa.

Emborada ainda cometendo alguns erros na parte defensiva, ele melhorou na segunda etapa, com mais participação no campo de ataque. Antes da prorrogação, já nos acréscimos do tempo regulamentar, deixou o campo cansado, substituído por Fabinho.

Do banco, ele pôde festejar o gol de Gabriel Martinelli, que definiu a vitória brasileira por 2 a 1, selando sua redenção na partida.