Capitão de Senegal critica restrições dos EUA
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Capitão da seleção de Senegal, o zagueiro Kalidou Koulibaly criticou as restrições impostas pelo governo dos Estados Unidos a cidadãos do país africano. Por conta delas, muitos torcedores estão sendo impedidos de entrarem em solo norte-americano para acompanharem a Copa do Mundo.
"A federação fez o trabalho para que tivéssemos pais ou nossa família próxima conosco. Mas é verdade que alguns torcedores não puderam viajar para os Estados Unidos. Acho que todo time pode ter seu povo, então não entendo por que as pessoas da África não podem ter o seu povo", disse Kalidou Koulibaly, ao The New York Times.
O decreto de restrições à entrada de senegaleses nos Estados Unidos foi assinado por Donald Trump em dezembro. O documento estabeleceu limitações rígidas e que têm impactado na presença dos torcedores. Jogadores, comissão técnica e alguns familiares foram exceções.
O efeito foi sentido durante o jogo de ontem. Apesar de mais de 80 mil pessoas estarem presentes no MetLife Stadium, em Nova Jersey, a grande maioria delas era francesa ou de outras nacionalidades com restrições menores. Poucos foram os senegaleses flagrados nas arquibancadas.
Em campo, Senegal acabou derrotado pela França por 3 a 1.. A seleção até levou perigo no primeiro tempo, mas não conseguiu abrir o placar. Na etapa final, os franceses deslancharam com dois gols de Mbappé e um de Barcola. Mbaye descontou para os senegaleses.
A seleção senegalesa volta a campo na próxima segunda-feira, contra a Noruega, às 21h (de Brasília). O duelo, pela segunda rodada do Grupo I da Copa do Mundo, ocorre novamente no MetLife Stadium.