Caldeirão determina clima de Copa nos EUA e ofusca gol 'brasileiro'
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Se alguém tinha dúvidas de que os Estados Unidos teriam clima de Copa do Mundo em 2026, a estreia contra o Paraguai mostrou uma verdadeira panela de pressão com 70.492 torcedores no estádio em Los Angeles. Muito por culpa de Folarin Balogun, autor de dois gols válidos e um anulado na goleada por 4 a 1 diante dos sul-americanos, em partida que empolgou o público norte-americano.
A grande polêmica do período pré-Copa relacionada ao alto preço dos ingressos ficou para trás em um dia de festa. Os torcedores foram um combustível fundamental para os Estados Unidos definirem a vitória com três gols ainda na etapa inicial. Os gritos de "USA" tomaram conta do estádio em vários momentos do duelo.
ATACANTE NORTE-AMERICANO INSPIRADO
Herói dos anfitriões, Balogun infernizou a defesa paraguaia comandada pelo palmeirense Gustavo Gómez. O atacante apenas confirmou seu bom desempenho defendendo as cores do Monaco, da França. Ele foi o quarto artilheiro do Campeonato Francês, balançando as redes 13 vezes, e chegou ao 25º gol na temporada 2025/26.
O duelo ainda teve participação antagônica de dois jogadores conhecidos do futebol brasileiro. O volante são-paulino Bobadilla fez contra no primeiro tempo, enquanto o palmeirense Maurício marcou o gol de honra do Paraguai na etapa final.
O clima de Copa também foi incorporado pela arbitragem neste segundo dia do evento. Em Los Angeles, a arbitragem colocou em prática uma novidade da FIFA: pela primeira vez na história do torneio, o árbitro Danny Makkelie foi ao monitor do VAR para revisar um cartão amarelo em um lance de simulação. Após analisar o lance, o juiz voltou atrás na punição dada ao norte-americano Tim Ream e aplicou o cartão ao paraguaio Miguel Almirón, que tentou cavar uma falta.
As novidades na arbitragem haviam aparecido no empate entre Canadá e Bósnia. Na partida de Toronto, o árbitro argentino Facundo Tello não hesitou em aplicar a nova regra para reversão de um arremesso lateral após o bósnio Kolasinac demorar mais de oito segundos para recolocar a bola em jogo.
FESTA EM LOS ANGELES
A bola rolando foi apenas parte do espetáculo no moderno estádio em Los Angeles. Antes do duelo entre norte-americanos e paraguaios, a cantora brasileira Anitta brilhou em uma apresentação muito festejada. Ela subiu ao palco em uma parceria global com o grupo de K-pop Blackpink, o nigeriano Rema e a tailandesa LISA para cantar "Goals", uma das músicas oficiais do Mundial.
O ápice da festa, contudo, ficou por conta de Katy Perry, que se apresentou cercada pelas bandeiras das 48 nações que disputam o torneio. Nas arquibancadas, mais estrelas brilharam: a socialite Paris Hilton, o ex-jogador David Beckham e os atores Tom Cruise e Jammie Fox marcaram suas presenças na festa dos donos da casa.
Além do duelo entre norte-americanos e paraguaios, o Mundial reservou em seu segundo dia a estreia do outro coanfitrião do evento: o Canadá empatou com a Bósnia e obteve seu primeiro ponto na história das Copas.