Bruno Guimarães espera vencer duelo individual com Odegaard
East Rutherford, Nova Jersey, EUA (FOLHAPRESS) - Bruno Guimarães espera levar a melhor contra Martin Odegaard. "O jogo é coletivo, mas, obviamente, esses duelos individuais são importantes", disse o volante brasileiro sobre o embate direto com o meio-campista norueguês. "Eu querer ser melhor que ele, ele querer ser melhor que eu, isso faz parte do futebol."
Os dois estão acostumados a se enfrentar na Premier League, onde Guimarães atua pelo Newclastle e Odegaard pelo Arsenal, mas agora o confronto será no maior palco do futebol, neste domingo (5), às 17h (de Brasília), em Nova Jersey, onde Brasil e Noruega vão jogar pelas oitavas de final da Copa do Mundo.
Os dois meio-campistas desempenham funções semelhantes em suas equipes. Ambos são volantes que não se limitam à marcação, costumam dar ritmo ao meio de campo e, com certa frequência, conseguem se apresentar no ataque, em condições de finalizar ou mesmo servir um companheiro.
Enquanto grande parte da expectativa para a partida é depositada no confronto entre Vinicius Junior e Erling Haaland, talvez seja o vencedor do embate entre os jogadores do meio de campo que pode fazer a real diferença para determinar quem vai avançar às quartas de final.
Os próprios atacantes esperam muito deles, afinal Guimarães e Odegaard são os maiores garçons de suas equipes.
O camisa 8 é o líder de assistências do Brasil na Copa do Mundo, com quatro passes. É o maior garçom da seleção brasileira em Mundiais desde Zico, em 1982, e Tostão, em 1970. Apenas Pelé serviu mais vezes os seus companheiros, com seis assistências em 1970.
O norueguês não fica muito atrás, com três passes para gol neste Mundial. Por isso, Bruno sabe que além de neutralizar as ações de Haaland, também é importante tentar anular a participação de Odegaard.
"A gente sabe que tudo pode se decidir em alguns momentos. Temos que estar ligados em todos os momentos, que a gente sabe que eles são uma equipe que numa bola parada ou numa falta eles podem decidir", afirmou o brasileiro.
Titular absoluto com Ancelotti, Bruno já tinha a confiança do técnico antes mesmo da chegada do italiano à seleção brasileira, no ano passado. Ainda quando comandava o Real Madrid, o treinador havia indicado sua contratação para o clube espanhol. A negociação acabou atravessada pelo Newcastle, onde o brasileiro atua desde 2022.
No meio de campo da seleção, o camisa 8 atua no primeiro combate à frente dos zagueiros, junto com o também volante Casemiro. Com o time no ataque, ele se apresenta para a construção das jogadas e, às vezes, aparece infiltrado como um atacante, em condição de finalizar ou servir um companheiro.
A posição inquestionável que ocupa agora no time nem sempre foi assim. Entre fevereiro e abril, ele ficou mais de 60 dias sem jogador por causa de uma lesão, que o tirou da data Fifa de março. Ainda que o período não tenha afetado a confiança de Ancelotti em seu trabalho, quando o jogador retornou à seleção, demorou para voltar a exibir o futebol que lhe deu prestígio durante o técnico.
A partir do início da Copa, porém, desde a estreia contra Marrocos, o camisa 5 se reencontrou na equipe, a ponto de se firmar sem ser questionado.
Para ele, o bom momento vivido agora é resultado do aprendizado que teve na última Copa, quando, segundo ele próprio, esteve abaixo do que poderia apresentar. "A última Copa serviu muito de aprendizado para mim. Queria muito ter jogado mais, ajudado mais, mas quando eu tive oportunidade, não respondi à altura, sendo muito sincero", reconheceu.
"Eu aprendi muito para que eu pudesse estar muito melhor do que eu fui na última Copa", acrescentou.