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Brasileiros mudam planos e tentam volta para casa após queda

por Folhapress
Publicado em 09/07/2026 às 11:49
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(UOL/FOLHAPRESS) - A eliminação do Brasil na Copa foi um baque para os brasileiros que acompanharam a distância, e um desafio extra para membros da torcida organizada que estava nos Estados Unidos. Após a derrota por 2 a 1 para a Noruega, muitos que seguiam a seleção agora planejam voltar para casa.

A VOLTA É SEMPRE PIOR

A derrota para a Noruega decretou não apenas o fim do Brasil na Copa de 2026, mas também o fim da viagem de muitos torcedores nos Estados Unidos. A eliminação precoce da seleção encerrou os planos de muita gente. É o caso de Everton Padovani, membro da Torcida Canarinho.

"Eu só quero voltar para o Brasil e esquecer a Copa, chega, volto a pensar só daqui a 4 anos. Quero o meu país, cansei. Foi um baque duro esse que sofremos no domingo", afirma Everton Padovani, gerente comercial.

Ele conta que o planejou sua logística pensando na classificação brasileira e está hospedado em Miami, onde o Brasil jogaria contra a Inglaterra caso tivesse se classificado. O objetivo agora é conseguir um voo direto para São Paulo, onde mora.

"Estou perdido e desolado, não quero nem passear pela cidade, apesar de estar um dia bonito. Estou no apartamento pesquisando freneticamente um voo para voltar ao Brasil. Com o Brasil eliminado, perde o sentido a Copa do Mundo, perde o sentido fazer turismo", diz Everton à reportagem.

O influenciador Cássio Alves, da página Tricolor na Mochila, destaca que o papel do torcedor agora é acompanhar o próximo ciclo e cobrar por um futebol melhor. Ele não alivia nem para o técnico Carlo Ancelotti e pede mudanças na CBF.

Agora é começar a planejar a próxima Copa. Temos que cobrar a CBF pelo ciclo horroroso, cobrar o treinador que fez um trabalho pior ou igual aos seus antecessores. Falta matéria prima, tomara que a molecada desta quinta-feira (9) cresça mais nesses próximos 4 anos, para que a gente tenha mais protagonistas

Presidente da organizada Torcida Canarinho, Daniel Leon destacou que o movimento não para na Copa do Mundo. O grupo segue acompanhando o Brasil em todas as sua modalidades e estará presente na Copa do Mundo feminina, em 2027, no próprio país. Além disso, já pensam em Olimpíada e Copa América.