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Brasil tem pior aproveitamento em dribles das 48 seleções

por Folhapress
Publicado em 28/06/2026 às 13:54
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Historicamente famosa por jogadores habilidosos como Pelé, Garrincha e Ronaldinho Gaúcho, a seleção brasileira deixa a desejar nos dribles nesta Copa. Com apenas 20 dribles bem-sucedidos em 59 tentados, a taxa de aproveitamento foi de 34% na fase de grupos, a pior entre as 48 seleções do torneio.

A seleção brasileira é a oitava seleção que mais tentou driblar até aqui. A liderança em tentativas é africana, começando com Marrocos, com 76, Argélia, 75, e Costa do Marfim, com 70.

Quem mais se destaca no Brasil é Vinicius Jr., com sete dribles bem-sucedidos, cinco feitos na vitória por 3 a 0 contra a Escócia, na qual marcou dois gols. Os outros dois foram contra o Haiti, quando fez um gol.

Do lado oposto do ranking está a Croácia, que eliminou o Brasil na Copa passada. Eles lideram o quesito com 68% de aproveitamento: 23 dos 34 dribles tentados.

Ao considerar apenas o número absoluto de dribles bem-sucedidos, a Costa do Marfim sai à frente, com 42.

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BOLA NA REDE

Os 72 primeiros jogos da Copa do Mundo registraram 215 gols. Mais da metade (119) foi marcada no primeiro toque na bola do autor do gol. É o caso dos quatro feitos pelo norueguês Erling Haaland e de três dos seis gols de Lionel Messi.

A primeira fase fechou com uma média de 2,9 gols por partida, superando a marca da edição do Qatar para a mesma fase: 2,5 gols por jogo.

Um total de 25% dos gols da fase de grupos em 2026 veio de bola parada. Segundo dados da Opta, 28 jogadas que resultaram em gol foram iniciadas em escanteios, cinco vieram de faltas diretas, seis de arremesso lateral e sete de jogadas combinadas a partir de bola parada —quando a equipe aproveita uma falta ou escanteio para montar uma jogada antes de finalizar. De pênalti, foram oito até o momento.

Na Copa do Qatar, 21% dos gols da fase de grupos vieram de bola parada (25 gols dos 120 marcados).

Os países que mais fizeram gols nesta edição até agora foram Alemanha, Holanda e França, com 10 bolas na rede cada.

Apenas uma seleção não fez gol na Copa: o Panamá, que participou pelo Mundial pela segunda vez e foi eliminado. Das estreantes, todas marcaram ao menos um gol: Jordânia (3) Cabo Verde (2), Uzbequistão (2) e Curaçao (1).

Apenas duas seleções conseguiram passar esta fase ilesa de sofrer gol: o país-sede México e uma das favoritas da Copa de 2026, a Espanha.

Chama a atenção o número de gols contra: 12 apenas na primeira fase, igualando o recorde de toda a Copa da Rússia de 2018 em números absolutos. O valor é o dobro da Copa de 1998 da França, que teve seis gols contra —sendo um deles a favor do Brasil na partida contra a Escócia.

FINALIZAÇÕES

Nesta Copa, a Bélgica mostrou que volume de finalização não é proporcional à quantidade de gols. Faltou melhor pontaria para a seleção que chutou 73 vezes e apenas 20 foram na direção do gol. Trinta tentativas foram para fora e 23 foram bloqueadas. Os Diabos Vermelhos fizeram apenas seis gols.

A seleção, que empatou nos dois primeiros jogos (0 a 0 e 1 a 1), superou o mau início e conseguiu terminar a fase de grupos como líder do grupo G após golear a Nova Zelândia com um placar final de 5 a 1.

A Suécia foi a seleção com mais finalizações certas. Das 40 tentativas do time, 20 foram ao gol, totalizando uma precisão de 50%. O Brasil também foi destaque nesse requisito, tendo 46% das finalizações indo diretamente ao gol adversário.

DESARMES

Cabo Verde deu aula de desarme. O time tomou a bola de seus adversários e ficou com a posse em 78% das tentativas. A seleção africana fez história ao se tornar a menor nação a chegar à fase mata-mata da Copa do Mundo. Atrás de Cabo Verde, Inglaterra e Espanha tiveram, respectivamente, uma performance de 76% e 75% nesse quesito.

Do outro lado do ranking de performance, está surpreendentemente a Colômbia, que teve 49% das tentativas de desarmes bem-sucedidas. Os Cafeteros fizeram ótima campanha e encerraram a fase de grupos na liderança, com 7 pontos. Portugal, antes apontado como favorito a ficar na primeira posição, acabou na segunda, com 5.

O Brasil, apesar de estar entre as equipes que mais tentou desarmes (58 no total), quase metade deles resultou em infração (46,6%). O mesmo acontece com a Argentina. O time de Messi tentou 62 desarmes, sendo que 34% resultaram em faltas.

FALTAS

A fase de grupos da Copa 2026 teve uma média de 22 faltas cometidas por jogo, uma queda em relação à última edição (24). O telespectador que acompanhou o jogo pode ter tido a sensação de que a arbitragem está mais permissiva com as disputas.

A seleção que mais cometeu faltas foi o Haiti, que totalizou 55 penalizações por causa disso, uma média de 18 faltas por jogo. O time, que não disputava uma Copa desde 1974, foi eliminado logo na segunda rodada da Copa após perder para o Brasil de 3 a 0.

Quem menos cometeu as infrações foi a estreante Cabo Verde, que, além de surpreender empatando com as tradicionais Espanha e Uruguai, fez apenas 15 faltas em três jogos.