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Brasil acorda no intervalo, vira nos acréscimos contra o Japão e sobrevive na Copa

por Folhapress
Publicado em 29/06/2026 às 16:46
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HOUSTON, EUA (FOLHAPRESS) - O Brasil pode não ser o de antigamente, como observou o atacante Kento Shiogai, mas ainda tem futebol para chegar às oitavas de final da Copa do Mundo. Provocada pelo jogador, a seleção teve de sobreviver a uma partida dura, na tarde de segunda-feira (29), em Houston, porém avançou às oitavas de final com uma vitória por 2 a 1, de virada, sobre o Japão, definida nos acréscimos.

Do banco de reservas no NRG Stadium, de onde não saiu até o apito final, Shiogai viu sua equipe frustrar o adversário e abrir o placar no primeiro tempo, com Sano. A equipe verde-amarela, porém, acordou após o intervalo, pressionou, chegou ao triunfo em finalizações de Casemiro e Martinelli. Com uma bola na rede aos 51 minutos da etapa final, riu por último.

Os comandados de Carlo Ancelotti voltarão a campo no próximo domingo (5), em East Rutherford (Nova Jersey), nos arredores de Nova York. Seu adversário pela vaga nas quartas será definido na terça (30), em Arlington, nas cercanias de Dallas, onde se enfrentarão Costa do Marfim e Noruega. O Japão está a caminho de casa.

Não foi ruim o início da partida do Brasil, que controlava a posse da bola e a rodava em busca de espaços. Como as laterais estavam bem bloqueadas pelos alas japoneses, a equipe conseguiu encontrar alguns passes mais agudos pelo meio, com finalizações defendidas sem maiores problemas por Zion Suzuki.

Aos 14 minutos, porém, houve um lance que teria consequências. Casemiro teve de apelar para uma falta para brecar ataque de Junya Ito e levou cartão amarelo. A essa altura, a formação japonesa já estava mais confortável em campo, com uma marcação firme que freava as investidas do adversário.

Danilo viu aos 27 uma oportunidade de finalmente pegar a defesa nipônica desprevenida. Após roubo de bola, tentou desastradamente um passe pelo meio e ofereceu um contra-ataque do contra-ataque. Lento, Casemiro foi facilmente superado por Sano e, pendurado, não quis fazer nova falta. Gabriel Magalhães correu para trás. Sano bateu bem, de fora da área, e balançou a rede de Alisson.

Ficou ainda melhor o desenho do jogo para o Japão, que, com alas recuados, na prática, jogava em um 5-4-1. Os jogadores brasileiros se frustravam em campo ao não achar os espaços, e a torcida de amarelo nas arquibancadas demonstrava a sua ansiedade com morosas trocas de passes no círculo central.

Diante desse cenário, Ancelotti acionou no intervalo o atacante Endrick, sacando o meio-campista Paquetá, em péssima jornada. Com Endrick na área, Rayan e Vinicius Junior ficaram bem abertos, em uma ideia de estabelecer vantagem pelos lados do campo. Funcionou, e o Brasil voltou para a etapa final pressionando.

Em dez minutos, o Japão já havia se safado de duas chances claras do rival. Na primeira, Suzuki foi muito bem para espalmar cabeceio de Bruno Guimarães. Na segunda, Douglas Santos escorou de cabeça para Casemiro, que também usou a cabeça e viu a zaga evitar o gol em cima da linha. Na terceira, aos 11, não teve jeito: Magalhães recebeu de Vinicius e cruzou para Casemiro marcar.

Empolgado, assim como sua torcida, o Brasil permaneceu no ataque, em busca da virada. Ela quase veio aos 13, em um lindo lance de Vinicius Junior. O atacante colocou a bola entre as pernas de um marcador, entortou outro e bateu cruzado. Suzuki espalmou e ainda contou com a trave para impedir que a rede fosse balançada.

Minutos mais tarde, Ancelotti trocou Matheus Cunha por Martinelli. A formação verde-amarela adotou um comportamento ainda mais ofensivo, o que deixou o jogo aberto. Hajime Moriyasu também fez alterações no Japão, dando novo gás ao time à espera de uma brecha para um contra-ataque fatal.

Ele não veio, e a partida parecia caminhar para a prorrogação. Então, no início do que seria o último giro do cronômetro —o árbitro italiano Maurizio Mariani havia prometido seis minutos de acréscimo—, Rayan conseguiu recuperar bola na ponta direita e a fez chegar a Bruno Guimarães. Na entrada da área, o volante teve a calma de tocar para Martinelli, preciso na finalização.