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Argentina se mobiliza em torno de Messi para eternizar última dança

por Folhapress
Publicado em 08/07/2026 às 10:32
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ATLANTA, EUA (UOL/FOLHAPRESS) - A Argentina ficou em êxtase com a classificação histórica diante do Egito para as quartas de final da Copa do Mundo. A vaga representa mais que manter vivo o sonho do tetra mundial. É a chance de seguir vendo Lionel Messi na ativa em uma Copa do Mundo. Cada minuto precisa ser aproveitado como se fosse o último ainda que o craque, aos 39 anos, nem tenha confirmado que vai se despedir.

É esse o espírito que move o grupo. Sentimento colocado em campo na virada sobre o Egito. Depois de sair perdendo por 2 a 0, o time reagiu com Messi como protagonista.

Foi ele quem marcou o gol que iniciou a reação. Ali, a Argentina, que era totalmente dominada no jogo, se transformou. Foi pra cima e buscou uma classificação que parecia improvável. Ao final do jogo, Messi, em lágrimas, deixou o gramado abraçado pelos companheiros.

Todos sabem que uma hora a música vai parar. Mas todos querem seguir dançando até o último acorde. É o que diz Rodrigo De Paul, escudeiro de Messi desde a conquista da Copa de 2022.

"Por tudo o que ele transmite dentro de campo, por tudo o que representa como capitão, é algo muito forte. A forma como sente o jogo, como corre, como contagia com sua personalidade... Não queremos que isso acabe nunca. Mas, enquanto estiver acontecendo, precisamos aproveitar muito."

A cada classificação aumenta a sensação de que a Argentina está adiando uma despedida inevitável que quanto mais pra frente, melhor.

"Tudo o que ele demonstra no dia a dia eu guardo para mim, porque é incrível. Ele é nosso guia, nossa referência, nosso líder. Vê-lo correr assim e, ao final, vê-lo emocionado... Que desfrute, porque merece. Vamos seguir dando tudo por nós, mas também por ele, porque é o último Mundial", disse Lautaro Martinez.

Após uma primeira fase tranquila, ainda que alternasse momentos de brilho com jogos irregulares, a Argentina foi ganhando força na reta final de sufoco em sufoco. Foi assim contra Cabo Verde. Assim contra o Egito.

Mas a Argentina também não vive só no modo "good vibes". O Messi de 2026 é de eficiência e números também. Tanto que mais uma vez se discute a "Messidependência". Artilheiro do Mundial com oito gols, ele segue quebrando recordes. Contra o Egito, chegou a 21 gols em Copas do Mundo e ampliou ainda mais a vantagem como maior artilheiro da história da competição deixando, e muito, Klose com seus 16 gols para trás.

Ainda que tenha que administrar o desgaste físico, Messi segue liderando uma geração que sabe que dificilmente voltará a dividir um Mundial com o maior jogador da história do país.

É por isso que, nas arquibancadas, multiplicam-se as camisas 10, as bandeiras com seu rosto e os pedidos para que a história dure só mais um pouco. Mais do que sonhar com o tetracampeonato, o que move a Argentina é prolongar a última dança de Messi pelo maior tempo possível.

"Leo não há palavras. O que ele faz em uma Copa do Mundo é impressionante. Nós só tentamos ajudá-lo, acompanhá-lo e aproveitar cada momento ao lado dele. Agradecemos por tudo o que faz por nós, por como é com a gente. É uma lenda, o maior jogador do mundo, um monstro", resumiu Julián Álvarez.