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Ancelotti chega à véspera da estreia da Copa com três dúvidas na seleção

por Folhapress
Publicado em 12/06/2026 às 09:55
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NOVA JERSEY, EUA (UOL/FOLHAPRESS) - A apenas um dia da estreia na Copa do Mundo, Carlo Ancelotti tem usado os últimos treinos para observar três posições específicas e fazer testes: as duas laterais e o comando do ataque. O Brasil enfrenta Marrocos às 19h (de Brasília) do dia 13 de junho, e ainda tem o treino desta sexta-feira (12) para resolver as últimas pendências.

O técnico disse após a vitória contra o Egito no sábado passado que já sabia o time para a estreia, mas ele disse isso antes da contusão de Wesley. A troca não é simples, já que ele não tem um atleta com as mesmas características no grupo e convocou um meio-campista como reposição. Por isso, a semana em Nova Jersey serviu para testes em praticamente todos os dias, sempre depois da saída da imprensa nos 15 minutos iniciais dos trabalhos.

Na lateral esquerda, Alex Sandro e Douglas Santos têm se revezado nas atividades. O jogador do Flamengo é considerado o favorito de Ancelotti pela experiência acumulada em grandes competições e pela confiança conquistada ao longo da carreira. O problema é que o lateral convive com questões físicas e vem de uma temporada marcada por lesões. Ele inclusive foi poupado e jogou só 20 minutos no último amistoso.

Douglas Santos aparece como alternativa justamente por oferecer mais vigor físico neste momento. Internamente, porém, é visto como um jogador menos testado dentro da estrutura que Ancelotti pretende utilizar na Copa.

Na lateral direita, o cenário é semelhante. Danilo segue como nome de confiança do treinador por sua liderança, mas a comissão técnica também avalia opções com maior capacidade física. Ibañez tem sido observado no setor e até Éderson chegou a ser testado na posição durante os treinamentos. Nenhum deles resolve a lacuna deixada por Wesley de fornecer apoio até o fundo do campo.

No ataque, a disputa mais aberta acontece entre Matheus Cunha e Igor Thiago. Os dois têm alternado oportunidades nas atividades. Igor oferece mais presença dentro da área e funciona como referência. Já Matheus Cunha entrega maior mobilidade, permitindo trocas constantes de posição e, principalmente, dando mais liberdade para Vinicius Junior atuar pela esquerda sem a necessidade de voltar tanto para participar da construção das jogadas. Justamente por isso, é visto como o favorito.

Outra questão de ordem tática envolve o lado direito do ataque. A comissão técnica ainda busca a melhor maneira de dar profundidade ao setor, e Raphinha surge como a principal alternativa neste momento para cumprir essa função e equilibrar o desenho ofensivo da equipe. Recentemente, o jogador do Barcelona se colocou à disposição para atuar por lá.

"É uma decisão do mister, eu não faço nem ideia como eu farei. Cara, eu sou uma pessoa que tento me adaptar a qualquer posição onde eu consiga exercer. Se eu tiver que jogar pelo lado esquerdo, eu vou tentar me adaptar o melhor possível pra jogar do lado esquerdo, do lado direito igual. Acho que do lado direito eu teria mais facilidade por vir jogando há muito tempo pelo lado direito, então teria mais facilidade. Nas últimas duas temporadas, no começo, principalmente da outra temporada, eu tive que me adaptar pra jogar do lado esquerdo, principalmente no clube, e se eu tiver que me adaptar pra jogar no meio, também vou fazer do melhor jeito possível pra entregar um bom futebol, e aquilo que o professor pedir, eu vou estar pronto pra fazer. Então a minha ideia é tentar me adaptar o mais rápido possível pra conseguir entregar o melhor possível de mim", afirmou.

Se algumas posições ainda estão em aberto, Lucas Paquetá parece ter garantido espaço. O meia ganhou força após a boa atuação diante do Egito e chega à véspera da estreia como praticamente consolidado no time de Ancelotti.

Alisson, Gabriel Magalhães, Marquinhos, Casemiro, Bruno Guimarães, Vini e Raphinha não têm dúvida nenhuma de que estarão entre os 11 que iniciam o jogo.