Ancelotti celebra reação do time e força demonstrada em virada
HOUSTON, EUA (FOLHAPRESS) - Carlo Ancelotti fez uma boa avaliação da atuação do Brasil na vitória por 2 a 1 sobre o Japão, na tarde de segunda-feira (29), em Houston, que valeu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo. O treinador reconheceu os problemas enfrentados por sua equipe no primeiro tempo, mas valorizou a força demonstrada para que a virada fosse buscada aos 51 minutos do segundo tempo.
"Erros vão acontecer, não se pode evitar. O que podemos manejar é como sair do erro e pensar na frente. A equipe fez muito bem a segunda parte. Encontramos dificuldade pela força do rival, um time muito respeitável, bem organizado, perigoso, com jogadores fortes fisicamente. Sofrimento é normal, não é nada novo no futebol. É normal, assim como o alívio", disse, aliviado.
O italiano gostaria, evidentemente, que seu time não tivesse apresentado os erros vistos até o intervalo. Diante de um adversário fechado, o Brasil fracassou nas tentativas de penetração. Mas ele gostou dos resultados obtidos com as substituições, com maior presença pelos lados do campo, e elogiou o comportamento dos jogadores.
"Acho que foi uma evolução. Em outros jogos, não tivemos dificuldade em buscar espaço. Aqui, tivemos e solucionamos muito bem. A ideia inicial era ter superioridade no meio-campo, achar o passe entre as linhas. Não saiu, porque eles estavam muito fechados. Mudamos no intervalo para ter mais cruzamentos", disse.
Essa mudança foi feita com a entrada de um homem de área, Endrick, que substituiu o meio-campista Paquetá. A alteração permitiu que o time jogasse com dois pontas, Rayan pela direita e Vinicius Junior pela esquerda. Já na metade da etapa final, foi acionado também Martinelli, que seria o autor do gol fatal.
"Precisávamos meter um pouco mais força de área e pensamos que o Endrick poderia dar essa força. Ele fez um jogo muito bom, intenso. Depois colocamos o Martinelli para ter um jogador mais fresco em campo. Ele tem muita intensidade quando entra e ajudou a equipe marcando gol. A posição dele [na meia esquerda] permitiu ao Vini jogar mais aberto", analisou Ancelotti.
Segundo ele, o gol de Casemiro, que empatou o jogo aos 11 minutos do segundo tempo, provocou uma mudança de planos. Se o gol não saísse até os 15, disse o italiano, entraria Neymar, que estava de sobreaviso. "Estava pensando também em metê-lo na prorrogação, porque está bem. Marcamos, não teve prorrogação, ele não entrou. Estava tudo claro com ele."
O treinador, como tem feito durante toda a Copa, preferiu não dar maiores pistas sobre a escalação que usará na próxima partida, no domingo (5), contra Costa do Marfim ou Noruega. Ele aguarda o retorno do atacante Raphinha, que se recupera de lesão na coxa direita e também espera atualizações sobre Casemiro e Paquetá, que foram substituídos do duelo com o Japão com dores.
Por ora, Carletto está aliviado, embora não plenamente satisfeito. "Nunca devemos estar contentes. Estamos fazendo bem o trabalho. Mas, para melhorar, você não deve estar contente. Queremos melhorar, jogar em um nível mais alto. Do jogo de hoje eu gostei muito, porém temos que pensar no próximo."