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14 das 48 seleções da Copa demitiram seus técnicos

por Folhapress
Publicado em 13/07/2026 às 08:46
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Com um mês de jogos na América do Norte, a Copa do Mundo de 2026 produziu recordes, como os de gols e de viradas, além de partidas marcantes. Há, porém, outro lado do torneio: a demissão de treinadores.

Ao fim das quartas de final, 44 seleções haviam sido eliminadas. Dessas, 14 anunciaram a saída de técnicos que participaram do Mundial. O número representa 29% das participantes do torneio e cerca de 32% das equipes que já deixaram a competição.

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1. ZLATKO DALIC (CROÁCIA)

O técnico croata deixou a seleção após quase nove anos à frente da equipe. A saída de Zlatko Dalic ocorreu depois da derrota da Croácia para Portugal na fase de 32.

Sob seu comando, os croatas foram vice-campeões da Copa do Mundo de 2018. Na campanha, eliminaram Dinamarca, Rússia e Inglaterra antes de perderem para a França na final.

2. ROBERTO MARTÍNEZ (PORTUGAL)

O comandante da seleção portuguesa, algoz da Croácia, também deixou o cargo após o Mundial. Roberto Martínez não teve o contrato renovado depois da derrota de Portugal por 1 a 0 para a Espanha nas oitavas de final.

A seleção já anunciou um substituto: Jorge Jesus. O técnico português, com passagens por Braga, Benfica e Sporting, disse ser uma honra assumir o comando da equipe nacional.

3. JAVIER AGUIRRE (MÉXICO)

O treinador mexicano também se despediu da seleção após uma eliminação no Mundial. Javier Aguirre deixou o cargo depois da derrota do México por 3 a 2 para a Inglaterra, no Estádio Azteca, pelas oitavas de final.

A Federação Mexicana escolheu o ex-zagueiro Rafa Márquez como novo técnico da equipe.

4. CARLOS QUEIROZ (GANA)

O português Carlos Queiroz anunciou a saída do comando de Gana logo após a eliminação para a Colômbia, por 1 a 0, na fase de 32.

Treinador experiente, Queiroz já havia comandado outras seleções em Mundiais: Portugal, em 2010, e Irã, em 2018 e 2022.

5. JAMAL SELLAMI (JORDÂNIA)

Após levar a Jordânia à Copa do Mundo pela primeira vez, o técnico marroquino deixou o cargo com a eliminação da seleção na fase de grupos.

Estreante em Mundiais, a equipe encerrou sua participação sem pontuar no Grupo J, que também tinha Argentina, Argélia e Áustria.

6. SABRI LAMOUCHI E HERVÉ RENARD (TUNÍSIA)

A Tunísia enfrentou Holanda, Japão e Suécia na fase de grupos e deixou o Mundial sem pontuar. Além das três derrotas, a campanha ficou marcada por mudanças no comando técnico.

Depois da goleada por 5 a 1 sofrida diante da Suécia na estreia, a Federação Tunisiana de Futebol demitiu Sabri Lamouchi. Para substituí-lo, contratou Hervé Renard, francês que já havia comandado a Arábia Saudita.

Com a eliminação ainda na primeira fase, Renard afirmou estar disponível para novos projetos.

7. JULIAN NAGELSMANN (ALEMANHA)

A Federação Alemã de Futebol anunciou a demissão de Julian Nagelsmann. O treinador de 38 anos deixou o cargo após a eliminação para o Paraguai nos pênaltis, na fase de 32.

Jürgen Klopp, que teve passagens marcantes por Liverpool e Borussia Dortmund, é cotado para substituí-lo.

8. RONALD KOEMAN (HOLANDA)

Após mais de três anos no cargo, o ídolo e ex-jogador Ronald Koeman pediu demissão do comando da seleção holandesa.

A decisão foi tomada depois da eliminação da Holanda na fase de 32. A equipe perdeu nos pênaltis para Marrocos, por 3 a 2.

O ex-zagueiro de 63 anos já havia dirigido a "Laranja Mecânica" entre 2018 e 2020.

9. SEBASTIÁN BECCACECE (EQUADOR)

O Equador chegou ao Mundial de 2026 cercado de expectativa após terminar as Eliminatórias Sul-Americanas na segunda colocação. No torneio, contudo, teve desempenho irregular e caiu diante do México na fase de 32.

A saída de Sebastián Beccacece foi anunciada um dia após a eliminação, apesar do desejo do argentino de permanecer no cargo.

"Não vamos continuar. Gostaria, porque fui feliz. Realmente acho que construímos um vestiário com uma irmandade extraordinária", afirmou em comunicado.

10. MARCELO BIELSA (URUGUAI)

Outra campanha decepcionante foi a do Uruguai. A seleção não conseguiu avançar em um grupo que tinha a estreante Cabo Verde e a Arábia Saudita, além da Espanha, líder da chave.

A eliminação foi confirmada após a derrota para os espanhóis, em partida marcada por uma falha do goleiro Muslera.

Com a queda precoce, Marcelo Bielsa deixou o comando da seleção uruguaia.

11. MIROSLAV KOUBEK (REPÚBLICA TCHECA)

A República Tcheca também se despediu de seu treinador. Miroslav Koubek deixou o cargo após pouco mais de seis meses à frente da equipe.

Na Copa, os tchecos terminaram na lanterna do Grupo A, com um ponto. México e África do Sul avançaram para o mata-mata.

12. STEVE CLARKE (ESCÓCIA)

Integrante do Grupo C, o mesmo do Brasil, a Escócia foi eliminada na primeira fase com três pontos.

A queda levou à saída de Steve Clarke, que estava havia seis anos no comando da seleção.

13. HONG MYUNG-BO (COREIA DO SUL)

Hong Myung-bo pediu demissão após a eliminação da Coreia do Sul na primeira fase da Copa do Mundo.

Na campanha, a seleção asiática venceu a República Tcheca, perdeu para México e África do Sul e não conseguiu avançar à fase de 32 como uma das oito melhores terceiras colocadas.

14. PAPE THIAW (SENEGAL)

A Federação Senegalesa de Futebol anunciou a demissão de Pape Thiaw após a eliminação na fase de 32.

Senegal se despediu da Copa ao perder para a Bélgica por 3 a 2 na prorrogação, após sofrer uma virada dramática.

Thiaw também enfrentava resistência interna. O meio-campista Pape Gueye chegou a afirmar publicamente que não voltaria a atuar sob o comando do treinador.

SAI OU NÃO SAI? HUGO BROOS (ÁFRICA DO SUL)

O técnico da África do Sul, Hugo Broos, afirmou que deixaria a seleção após a eliminação para o Canadá na fase de 32.

"Será que vou continuar como técnico, no fim das contas? Não, isso é irreversível. Se precisarem de mim para outra função, talvez na área de olheiros, é outra história. Mas o futebol não vai mais fazer parte da minha vida 24 horas por dia", disse Broos ao site voetbalnieuws.be.

Em comunicado, porém, a Associação Sul-Africana de Futebol negou a saída e afirmou que o treinador permanece no cargo.