SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | SÁBADO, 20 DE AGOSTO DE 2022
MICROAPARTAMENTOS

Venda de imóveis pequenos, com apenas um dormitório, cresceu 30% em 2022

No mercado imobiliário rio-pretense, essa busca por imóveis menores também pode ser observada

Da Redação
Publicado em 31/07/2022 às 08:00Atualizado em 31/07/2022 às 08:00
Apartamentos menores são marcados por espaços integrados (Freepik/Banco de Imagens)

Apartamentos menores são marcados por espaços integrados (Freepik/Banco de Imagens)

Somente o essencial para viver bem. Esse é o conceito de imóveis compactos, que tem conquistado a preferência dos brasileiros. Dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) indicam que a venda de imóveis menores ou com apenas um dormitório cresceu 30% em 2022 no Brasil, em comparação com 2021, o que, segundo a entidade, é um fenômeno diretamente influenciado pela economia brasileira, interferindo no poder aquisitivo da população.

No mercado imobiliário rio-pretense, essa busca por imóveis menores também pode ser observada. Em 2021, de janeiro a dezembro, foram lançadas 324 unidades com um dormitório, segundo dados do Sindicato da Habitação (Secovi). Já em 2022, apenas no primeiro trimestre foram lançadas 309 unidades com essa característica, sendo que metade delas é considerada do segmento econômico.

Para especialistas da CBIC, essa tendência é resultado da combinação de alguns fatores, como a queda de renda, o custo mais alto da moradia e o crescimento significativo das cidades. A entidade cita ainda o adensamento populacional, observado em regiões valorizadas ou marcadas por fatores de grande influência na aquisição de imóveis, como estrutura, acessibilidade e segurança. Essas condições são diretamente refletidas nos valores do metro quadrado de um bairro, que acabam encarecendo.

O resultado disso é que as pessoas que buscam um novo imóvel acabam optam por espaços menores, mas em locais mais privilegiados. "Esses locais são marcados por um público mais jovem, ou que mora sozinho, ou um casal que não tem filhos — um público que se acostumou a usar serviços fora de casa, como lavanderia e cozinha", observa José Carlo Martins, presidente da CBIC.

Na outra ponta, as construtoras se beneficiam ao explorar esse nicho de microapartamentos ou estúdios, geralmente marcados pelo melhor aproveitamento do espaço e condomínios com áreas comuns com mais benefícios.

 
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