SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | SEXTA-FEIRA, 22 DE OUTUBRO DE 2021
MERCADO IMOBILIÁRIO

Pesquisa do CreciSP revela preferência por casas na região de Rio Preto

Em entrevista ao Diário, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis avalia o cenário do mercado imobiliário na região

Gabriel Vital
Publicado em 10/10/2021 às 00:00Atualizado em 09/10/2021 às 09:00
Pandemia impulsionou preferência por casas na região de Rio Preto (Freepik/Banco de Imagens)

Pandemia impulsionou preferência por casas na região de Rio Preto (Freepik/Banco de Imagens)

Rio-pretenses e moradores da região estão preferindo casas, em vez de apartamentos, na hora de comprar ou alugar um imóvel. É o que revela uma pesquisa feita pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (CreciSP), divulgada na última semana.

Segundo o levantamento, nas vendas de imóveis usados, as casas estão na liderança absoluta, representando 72,97% das negociações, enquanto que os apartamentos representam 27,03%. Já quando o assunto é aluguel, a proporção de casas é ainda maior, representando 83,33% dos contratos. Os apartamentos são 16,67%. A pesquisa leva em consideração imóveis vendidos ou alugados no mês de agosto, em 21 cidades da região de Rio Preto.

Para o presidente do CreciSP, José Augusto Viana Neto, a preferência pelas casas tem tudo a ver com a pandemia e a consequente valorização do imóvel como um espaço de descanso, lazer e também de trabalho. "Quando as pessoas se viram mais em casa, perceberam que precisavam de um imóvel melhor", afirma.

Outro fator que explica a preferência por casas é o momento econômico, em que muita gente tem dificuldade de arcar com os custos de um condomínio. "O apartamento sempre foi preferido porque é mais seguro", observa José Augusto, mas pondera que isso reflete na taxa condominial que, em alguns casos, representa praticamente o valor de um aluguel. "Então, tudo isso deu essa mexida no mercado", avalia o presidente do CreciSP.

Os números revelam ainda que compradores de imóveis preferem áreas nobres (39,71%) ou periféricas (38,24%) na região de Rio Preto. A região central aparece como preferência de 22,06% na hora da compra.

Já os aluguéis se concentram, principalmente, na periferia (50%). Outros 27,5% alugam na área central e 22,5% em bairros nobres.

Venda e aluguel

A pesquisa não indica números absolutos de venda e aluguel de imóveis, mas revela que houve uma queda de 27,83% nas vendas de agosto em relação a julho, ao passo que o número de aluguéis cresceu 4,32%. Na avaliação de José Augusto, no entanto, a queda nas vendas não é tão expressiva, visto que, no acumulado do ano, o setor está com um saldo positivo de 10% em relação ao período anterior.

"O mercado imobiliário, no período da pandemia, teve uma evolução muito grande. Deu, agora, uma arrefecida, mas acreditamos que seja momentâneo, em razão do aumento da taxa de juros e da inflação", explica. O aumento dos aluguéis, segundo ele, acaba sendo uma consequência. "O pessoal renova contrato, contrata outro imóvel. Daí nós tivemos esse fenômeno", completa.

José Augusto Viana Neto, presidente do Conselho regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (CreciSP) (Divulgação)

Otimismo

Para os próximos meses, o presidente do CreciSP se mostra otimista com o setor imobiliário e vê o mercado aquecido. "Mesmo com essa alta de taxa de juros e a inflação, o mercado continua empurrando, porque o crescimento orgânico do País é uma coisa que ninguém segura. E o mercado imobiliário tem uma importância fundamental, movimenta uma indústria periférica importantíssima na geração de empregos, como as áreas de hidráulica, elétrica, decoração, tintas. Imagina quantas indústrias funcionam porque a construção está funcionando", conclui José Augusto.

Pesquisa CreciSP na região de Rio Preto

VENDAS

  • Casa - 72,97%
  • Apartamento - 27,03%

 Localização

  • Nobre - 39,71%
  • Periferia - 38,24%
  • Central - 22,06%

 Forma de pagamento

  • À vista - 17,31%
  • Financiamento Caixa - 19,23%
  • Outros Bancos - 26,92%
  • Direto com Proprietário - 36,54%
  • Consórcio - 0%

 LOCAÇÃO

  • Casa - 83,33%
  • Apartamento - 16,67%

 Localização

  • Periferia - 50,00%
  • Nobre - 22,50%
  • Central - 27,50%

Fonte: Conselho regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo

 
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