SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | SEXTA-FEIRA, 22 DE OUTUBRO DE 2021
RETOMADA ECONÔMICA

Imobiliárias de Rio Preto projetam crescimento nas vendas e locações

Redução dos juros do crédito imobiliário deve impulsionar negócios

Da Redação
Publicado em 26/09/2021 às 00:42Atualizado em 26/09/2021 às 00:42
Marcelo Weiers, da Locabens, diz que quem comprar imóvel agora deve pegar um 'boom' de valorização (Johnny Torres)

Marcelo Weiers, da Locabens, diz que quem comprar imóvel agora deve pegar um 'boom' de valorização (Johnny Torres)

Com o encerramento das restrições e retorno das atividades presenciais no começo do segundo semestre de 2021, o mercado imobiliário espera um aumento no faturamento até o fim do ano. A redução  de 0,4% na taxa de juros do crédito imobiliário — agora em 2,95% —, anunciada pela Caixa Econômica, é um dos incentivos para aquecer o setor, que projeta crescimento em vendas e alugueis de áreas comerciais como seus principais produtos.

Alexandro Pereira Dias, proprietário imobiliária AD Imóveis, acredita que o segundo semestre de 2021 é o momento em que os projetos e sonhos interrompidos durante os quase dois anos de pandemia começarão a ser colocados em prática, o que deve aquecer o setor imobiliário. "Com essa situação da pandemia, muitas pessoas deixaram projetos parados, fazendo com que o dinheiro deixasse de circular. Com a retomada e abertura do comércio, as perspectivas são positivas, porque esses projetos começam a ser executados. Mesmo que de maneira gradual, deve haver aumento no faturamento do setor". Para o empresário, a redução das taxas de crédito imobiliário é um dos grandes atrativos do momento. "Com as taxas superatrativas, o banco e loteadoras estão fazendo com que a busca por imóveis continue, o que deve ajudar a alavancar, principalmente, o mercado de lançamentos", diz.

A demanda por imóveis deverá crescer nos próximos meses, mas setorialmente, por reflexo da crise econômica. As maiores movimentações devem girar em torno de lançamentos com padrão classe média-alta, afirma Jorge Humberto D'amico, sócio-proprietário da Imobiliária D'amico. "Os trabalhadores de setores da economia que sobreviveram bem durante essa crise são os que aproveitarão do crédito da Caixa agora, porque estão mais estáveis economicamente. As construções de padrão médio-alto, como loteamentos mais periféricos e condomínios fechados, devem ser os principais produtos".

Mas os imóveis mais em conta também seguem tendo boa procura. O gerente comercial da imobiliária Locabens, Marcelo Weiers, explica que, nos últimos meses, o negócio teve uma sequência de vendas de imóveis de até R$ 300 mil. Segundo o empresário, o anúncio da redução nas taxas de juros pode significar um estímulo ainda maior para a procura de imóveis nessa faixa de preços. "Além de o comprador ter mais de subsídio para adquirir esse tipo de imóvel, comprando agora ele será beneficiado com uma valorização futura, porque ainda temos proprietários que precisam urgentemente vender, o que tem equilibrado o valor desses espaços. Então, é um bom momento de compra, porque quem comprar deve pegar esse 'boom' na valorização".

Proprietário da imobiliária Attab Imóveis, André Vetorasso Attab relata que outro mercado que está em crescimento é o de áreas comerciais. "Tem acontecido um crescimento no ramo de entretenimento e alimentação, como no setor de restaurantes. Isso porque as pessoas estão saindo mais, então a procura por entretenimento está maior. Já sentimos um aquecimento na busca por imóveis do tipo, inclusive, nossos pontos para cafés e restaurantes esgotaram", diz.

(Colaborou Júlia de Britto)

 
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