Como usar estruturas de gesso na decoração do seu imóvel
Uso desse material no teto deve vir acompanhado de uma série de cuidados e análise

O gesso é um material versátil que pode ser utilizado tanto de forma estética, para ocultar vigas e tubulações, como de forma estratégia, para inserir um projeto luminotécnico. O forro de gesso é uma estrutura formada por um rebaixo fixado ao teto e se apresenta como solução com aparência multifacetada para ambientes comerciais e residenciais.
Segundo a arquiteta Gabriela Mendes, o uso desse material no teto deve vir acompanhado de uma série de cuidados e análises. "É fundamental entender as características individuais de cada projeto. Quando temos uma tubulação de ar-condicionado, aquecedor ou coifa, por exemplo, precisamos considerar essa instalação antes de realizar o fechamento com as chapas de gesso", orienta.
"Além disso, sempre verifico todos os elementos que estarão presentes no ambiente, pois o forro é um grande aliado que nos ajuda a evitar quebra-quebra nas obras e não perder o prazo de entrega", complementa Gabriela.

Já a arquiteta Cristiane Schiavoni destaca que as sancas de gesso também precisam ser muito bem pensadas, porque, mais que um elemento decorativo, pois oferecem uma atmosfera diferenciada para um espaço, além de se apresentarem como uma solução interessante para receber o projeto luminotécnico, assim como esconder as fiações que ficariam expostas no cômodo.
"A sanca é uma peça linear grande e pode ser empregada tanto em projetos residenciais, como comerciais e, junto com a marcenaria, é capaz de compor um balanço perfeito. Nos projetos, eu gosto muito de incorporá-la para receber o emissor de luz eleito, seja uma lâmpada ou uma fita de LED, deixando aparecer apenas aquilo que interessa: o efeito da iluminação", conta a profissional.
Tipos de sanca
Sanca aberta - como uma espécie de abertura no forro, permite o uso de uma iluminação indireta e direcionada para um ponto específico. De acordo com a arquiteta, o modelo é eleito com o intuito de alcançar um clima mais intimista
Sanca fechada - sem nenhuma abertura e com forro rebaixado, a iluminação é introduzida por meio de pontos centrais
Sanca invertida - bastante semelhante à versão aberta, o diferencial está em sua abertura, que concede a impressão de um teto rebaixado. No que diz respeito à iluminação, ela pode ser distribuída de acordo com o projeto luminotécnico
Fonte: Cristiane Schiavoni, arquiteta
Antes de instalar o gesso, observe:
Pé-direito - A medida que compreende o vão entre piso e laje é determinante para viabilizar a existência do forro. Levando em consideração que um rebaixo mínimo de gesso necessita entre 12 e 15cm, em algumas ocasiões fica inviável fazê-lo. Portanto, faça uma análise para que o cômodo não tenha uma aparência visual ainda menor.
Iluminação - O tipo de iluminação é decisivo para calcular o sentido da estrutura do forro de gesso. Se optar por pendentes muito pesados ou outros elementos, como fechamento de vidro e portas de correr, o projeto deve contemplar uma estrutura de reforço, normalmente feita em madeira.
Sistema de som - Para que a estrutura das caixas de som e amplificadores não fique aparente, o projeto de arquitetura pode prever a camuflagem dos seus fios e cabos. O segredo é estudar todos os componentes que integram a estrutura de áudio e vídeo e realizar um planejamento que contemple a instalação durante o andamento da obra.
Estrutura - As tradicionais plaquetas de 60 x 60 cm dispõem de um processo mais trabalhoso para execução, menor resistência para fixação de peso e a ocorrência de mofo quando instaladas em áreas úmidas; enquanto os sistemas drywall, composto por estrutura de aço galvanizado e chapas de gesso com 1,20 m de largura, 12,5 mm de espessura e altura variável entre 1,80 m e 2,40 m, revelam um processo de instalação facilitado, alta resistência à trincas e mofos, além de se configurar como mais atual e prático.
Fonte: Gabriela Mendes, arquiteta