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EMPREGOS

Os desafios do mercado de trabalho em 2022

Após dois anos marcados por intensas transformações nas empresas, 2022 deve trazer novos desafios aos gestores

Da Redação
Publicado em 02/01/2022 às 00:01Atualizado em 30/12/2021 às 16:45
No home office, desafio é equalizar produtividade e saúde mental (Freepik/Banco de Imagens)

No home office, desafio é equalizar produtividade e saúde mental (Freepik/Banco de Imagens)

Um novo ano sempre chega cercado de expectativas positivas. Para o mercado de trabalho, 2022 deve trazer uma série de desafios, com a retomada econômica e as transformações pelas quais as empresas passaram após um longo período de pandemia.

Gabriela Mative, diretora de recursos humanos (RH) da consultoria Luandre, acredita que algumas situações tendem a ser conflitantes por uma necessidade do próprio mercado, que exige do colaborador dois tipos de comportamento diferentes, com beneficios e onerações.

Segundo ela, um desses desafios têm a ver com o home office, que em 2021 garantiu mais autonomia aos profissionais, ao mesmo tempo em que as empresas precisaram se adaptar para coordenar equipes à distância. "Os colaboradores que se destacaram foram aqueles que tiveram iniciativa e proatividade", explica a especialista.

Segundo ela, o equilíbrio para os gestores está na capacidade da liderar e orientar, inspirar confiança e criar metas claras para que os colaboradores consigam exercer sua autonomia aliada as expectativas da empresa.

Para o administrador de empresas Paulo Exel, especialista em gestão estratégica de negócios, outro desafio que o mercado de trabalho deve enfrentar em 2022 será como equalizar produtividade e saúde mental dos trabalhadores. "Sem ter que ir ao escritório, muitos profissionais passaram a iniciar a jornada mais cedo e terminar mais tarde. A produtividade explodiu, assim como o esgotamento físico e principalmente, mental", lembrou.

Ele destaca uma pesquisa realizada pela consultoria Yoctoo, que apontou que mais de 40% dos profissionais relataram piora na saúde física e mental durante a pandemia. "Foi uma mistura perigosa entre o excesso de trabalho – marcado principalmente por uma rotina intensa de reuniões – com a ausência de atividades físicas, sociais e de lazer, somadas ao medo da Covid-19", completa.

Nesse período, as empresas descobriram que era necessário aprender a lidar com a saúde dos colaboradores e investiram em plataformas que permitiam terapias à distância, atividades físicas para serem feitas dentro de casa com o auxílio de um profissional da área, ao vivo e online, entre tantos outros recursos que surgiram para driblar a situação emocional extremamente negativa. "Eis aqui um legado que deve perdurar, já que a pandemia evidenciou a necessidade de cuidarmos mais de nós mesmos e das nossas relações, sejam elas pessoais ou de trabalho", conclui.

Para Gabriela, a cultura organizacional das empresas é fundamental para que as organizações cresçam sem perder de vista seus valores. A especialista acredita que desenvolvimento pessoal e cultura empresarial podem ser aliados por meio de políticas pré-estabelecidas. “As companhias podem e devem se desenvolver e não ficar para trás, mas elementos primordiais, como missão, visão, valores, regras e normas da companhia precisam sempre caminhar ao lado da evolução”, finaliza.

 
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