Como reduzir o consumo de energia em casa com a chegada do frio
Uso excessivo de chuveiro elétrico, aquecedores e iluminação tende a crescer neste período e pequenas mudanças de hábito ajudam a aliviar a conta de luz

Da Redação
A queda na temperatura costuma trazer um efeito imediato dentro de casa: o aumento na utilização de energia elétrica. Com banhos mais quentes e demorados, uso frequente de aquecedores, secadoras e iluminação por mais tempo, o inverno tradicionalmente pesa no orçamento das famílias brasileiras. Esse impacto é ampliado pela bandeira tarifária vigente, que encarece a conta de luz.
Embora o consumo aumente naturalmente nos meses frios, mudanças simples de comportamento podem ajudar a controlar o valor final da fatura. O chuveiro elétrico, por exemplo, continua sendo um dos principais vilões da conta e chega a representar até 30% do boleto em algumas residências. Para se ter uma ideia, em uma casa com quatro pessoas utilizando um chuveiro de 7.500 W, um banho diário de 15 minutos para cada morador representa um custo de cerca de R$ 170 por mês.
Dicas para economizar
"Reduzir alguns minutos no banho e evitar a posição 'inverno' do chuveiro quando não for realmente necessário já ajuda bastante. São hábitos simples, mas que, ao longo do mês, podem gerar diferença significativa na conta", orienta Alfredo Silva, Chief Technology Officer (CTO) da LUZ, empresa de varejo digital de energia. No caso do chuveiro elétrico, ao reduzir esse tempo para 10 minutos, a economia chega a 30% apenas com a adoção de uma nova prática na utilização desse item.
Outro ponto de atenção no período de temperaturas baixas são os aquecedores portáteis. O equipamento pode elevar consideravelmente o gasto quando utilizado por muitas horas seguidas. A orientação é priorizar ambientes fechados, manter portas e janelas vedadas e desligar o aparelho ao sair do cômodo. O executivo da LUZ também recomenda aproveitar ao máximo a luz natural durante o dia e evitar deixar equipamentos ligados sem necessidade. Mesmo em stand-by, aparelhos eletrônicos continuam utilizando energia.
Ferramentas de monitoramento em tempo real também ajudam as pessoas a entender o gasto e identificar hábitos que mais impactam a conta. No caso da LUZ, o medidor inteligente permite acompanhar, por aplicativo, o consumo estimado dos equipamentos e projetar o valor da fatura antes do fechamento do mês. Assim, a pessoa deixa de ser surpreendida no fim do ciclo e ganha mais controle sobre o orçamento.
A chegada do frio
"O frio chegou com força total e essa condição pode voltar a se repetir nas próximas semanas e no início de inverno", avalia Alexandre Nascimento, sócio-diretor e meteorologista da Nottus. Segundo o especialista, embora o fenômeno El Niño ainda esteja em formação e possa elevar as temperaturas médias nos próximos meses, isso não significa ausência de episódios de frio. "Os eventos de temperaturas mais baixas devem ocorrer de forma mais curta e menos intensa do que no ano passado, mas ainda assim impactam diretamente o comportamento da população e, consequentemente, o consumo de energia elétrica", explica.
Uso consciente
Nascimento lembra ainda que a adoção de práticas eficientes e a utilização racional de aparelhos de climatização são importantes tanto para a economia doméstica quanto para aliviar a pressão sobre o sistema elétrico. "A tendência é de uma primavera e verão mais quentes do que o normal. Por isso, o consumo consciente deve continuar sendo uma preocupação também nos próximos meses", completa.
Alfredo Silva, CTO da LUZ, destaca que a adoção de hábitos mais eficientes não significa renunciar ao conforto durante o inverno, mas utilizar os recursos de forma mais inteligente. "A população está cada vez mais atenta à relação entre consumo e orçamento. Informação e planejamento são fundamentais para evitar sustos na conta de luz nesta época do ano", afirma.