Carro antigo pode ser apreendido: veja como tirar placa preta
Regularização passa a ser obrigatória para rodar; nova página do Detran-SP concentra serviços para placa amarela, placa preta e certidão histórica

Agência Estado
Quem tem um carro antigo em São Paulo — seja um clássico de coleção ou um veículo herdado da família que ainda roda com placa amarela — ganhou um novo caminho para regularizar a situação. O Detran-SP lançou, nesta terça-feira (10), uma página exclusiva para veículos antigos e de coleção, que reúne, em um só lugar, os principais serviços ligados à documentação desses automóveis, incluindo troca da placa amarela, obtenção da placa preta e emissão de certidão histórica.
A iniciativa busca centralizar informações e reduzir a burocracia para proprietários que, muitas vezes, têm dificuldade para entender quais são os passos exigidos pela legislação atual.
A placa amarela, com duas letras, foi usada no Brasil entre os anos 1970 e o início dos anos 2000. Hoje, esse padrão não é mais reconhecido pela base do Detran-SP.
Na prática, isso significa que veículos com placa amarela não podem circular. Se forem flagrados em via pública, são recolhidos ao pátio.
Quem tem um carro nessas condições e deseja rodar precisa regularizar o registro e migrar para o padrão atual, o Mercosul. A boa notícia é que o processo passou a ser centralizado na nova página do Detran-SP.
O passo a passo inclui: solicitação online pela plataforma; pagamento da taxa de R$ 469,91, que já inclui o licenciamento; e análise do pedido pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), responsável pela atualização cadastral.
Placa preta: selo de veículo de coleção
Já a placa preta é voltada a veículos de coleção e funciona como um certificado oficial de originalidade histórica, o que costuma valorizar o automóvel no mercado.
Apesar do interesse crescente, o número ainda é pequeno quando comparado à frota total do estado. Hoje, São Paulo tem 76.087 veículos com placa preta, segundo o Detran-SP.
Para obter a placa preta, o carro precisa atender a critérios técnicos rigorosos: Ter ao menos 30 anos de fabricação; Manter características originais de mecânica, carroceria, suspensão e acabamento; Estar de acordo com os padrões de emissão de ruído e poluentes da época em que foi fabricado.
Além disso, o proprietário deve apresentar: Certificado de Veículo de Coleção (CVCOL), emitido por entidade credenciada pela Senatran; Certificado de Segurança Veicular (CSV), elaborado por uma Instituição Técnica Licenciada (ITL), comprovando que o veículo pode circular com segurança; Comprovação de vínculo com clube de veículos antigos; Pagamento da taxa do documento de propriedade (CRV), que pode ser de R$ 295,83 ou R$ 469,91, dependendo da situação do licenciamento.
Frota de colecionáveis cresce em São Paulo
Mesmo com as exigências, o número de veículos de coleção vem crescendo no estado. Em 2023, São Paulo tinha 53.037 veículos com placa preta — um aumento de 43% até o total atual.
O avanço acompanha a maior popularização do colecionismo automotivo e a busca por regularização formal, sobretudo para carros que antes ficavam restritos a garagens ou eventos fechados.