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MANIFESTAÇÃO

Vigilantes de UPAs de Rio Preto fazem protesto e cobram salários atrasados

Contratados por empresa terceirizadas, os trabalhadores dizem que há pendências em salário, vale-alimentação, FGTS e INSS; em reunião com grupo, Prefeitura se comprometeu a realizar o pagamento diretamente aos vigilantes

por Marco Antonio dos Santos
Publicado há 1 horaAtualizado há 11 minutos
Protesto de vigilantes de unidades de saúde de Rio Preto (Marco Antonio dos Santos 12/5/2026)
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Protesto de vigilantes de unidades de saúde de Rio Preto (Marco Antonio dos Santos 12/5/2026)
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Vigilantes que atuam em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Rio Preto procuraram a Secretaria Municipal de Saúde nesta segunda-feira, 12, para cobrar o pagamento de salários e benefícios em atraso. A categoria afirma que enfrenta pendências como salário, vale-alimentação, FGTS e INSS. Eles são contratados por uma empresa terceirizada.

Segundo os trabalhadores, o pagamento referente ao quinto dia útil não foi realizado. Além disso, há relatos de atrasos no vale-alimentação e de depósitos de FGTS que não são feitos desde o ano passado. O INSS também estaria irregular.

Um dos vigilantes afirmou que a situação já vinha sendo questionada junto à empresa responsável, mas sem solução. “As contas não param. A gente precisa receber para trabalhar com tranquilidade”, disse.

Outro trabalhador relatou que há funcionários com até dois meses de salários atrasados, além de férias vencidas e não pagas.

Durante reunião com representantes da Prefeitura, os vigilantes foram informados de que os valores em atraso devem ser quitados. A administração municipal se comprometeu a realizar o pagamento diretamente aos trabalhadores, ao menos enquanto a situação contratual com a empresa terceirizada não é resolvida.

De acordo com o presidente do sindicato da categoria, ao menos 34 vigilantes foram afetados. Ele explicou que a Prefeitura decidiu reter repasses à empresa após problemas na apresentação de documentação e, diante disso, assumiu a responsabilidade de efetuar os pagamentos.

Ainda segundo o sindicato, o contrato com a empresa segue vigente, mas pode ser interrompido. Até lá, a Prefeitura deve manter os pagamentos diretos aos funcionários.

Os vigilantes não chegaram a paralisar as atividades, mas aguardam o cumprimento do acordo. Caso os valores não sejam depositados, novas medidas não estão descartadas.

Prefeitura

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde afirma que na manhã de segunda-feira, 11, "notificou formalmente a empresa terceirizada responsável pelos serviços de segurança patrimonial para que efetue, com urgência, o pagamento dos salários em atraso. Até o momento, não houve qualquer retorno por parte da empresa".

A Secretaria diz que adota as medidas necessárias para regularizar os pagamentos, "incluindo a busca por informações, como dados bancários e registros de assiduidade dos trabalhadores, a fim de viabilizar o pagamento direto aos profissionais, caso seja necessário. No entanto, as tentativas de contato com a empresa seguem sem resposta. Diante da situação, a Secretaria de Saúde está em contato diretamente com os funcionários para viabilizar uma solução o mais rápido possível".

A Secretaria de Saúde termina a nota dizendo que "está empenhada em resolver a situação com a máxima urgência, de forma a evitar qualquer impacto na continuidade dos serviços prestados à população e garantir que todos os direitos dos funcionários sejam assegurados".