Vigilante e paciente ficam feridos após confusão em UPA de Rio Preto
Paciente se irritou após médica recusar atestado; profissional alegou que ele evadiu da unidade

Um vigilante de 45 anos e um paciente, de 20, sofreram escoriações após uma confusão dentro da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Norte motivada pela recusa no fornecimento de atestado médico.
O vigilante relatou que foi acionado por uma médica da unidade após um paciente invadir o consultório pedindo a emissão de um atestado médico. A profissional teria informado que não poderia fornecer o documento porque o homem havia deixado a UPA no dia anterior sem aguardar exames e atendimento.
De acordo com o vigilante, ao receber a negativa, o paciente ficou alterado.
Já o paciente apresentou versão diferente. Ele afirmou que procurou atendimento médico na quarta-feira, 18, e solicitou atestado, sendo informado de que o documento seria entregue após a liberação dos exames, prevista para cerca de sete horas. Segundo ele, em nenhum momento foi orientado a permanecer na unidade, motivo pelo qual deixou o local.
O homem declarou que voltou à unidade na madrugada de quinta-feira, 19, para buscar os resultados e o atestado, mas foi informado por outra médica que o documento só poderia ser emitido referente ao dia corrente. Ainda conforme o relato, ele retornou à tarde para falar com a profissional do dia anterior, que teria se recusado a fornecer o atestado.
Paulo afirma que, pouco depois, o vigilante se aproximou de forma grosseira e ordenou que ele deixasse o local. Disse que começou a gravar a situação com o celular para sua segurança e que, ao perceber a filmagem, o segurança teria tentado tomar o aparelho, momento em que ele foi ferido no dedo.
O paciente relatou ainda que foi empurrado contra a parede enquanto o vigilante tentava retirar o telefone de suas mãos. Ele nega ter ofendido o funcionário.
Ao analisar o caso, o delegado plantonista qualificou o paciente como autor de injúria e vias de fato, e o segurança, como vítima.