Um em cada 10 rio-pretenses tem hipertensão: doença também afeta jovens
Prevenção envolve adoção de hábitos saudáveis, como exercícios regulares

O Instituto de Moléstias Cardiovasculares (IMC) faz um alerta sobre a hipertensão arterial nesta terça-feira, 26, dia nacional de prevenção e combate à doença. A Secretaria de Saúde afirma que um em cada 10 rio-pretenses tem hipertensão, ou seja, até o ano passado havia 42.750 hipertensos cadastrados nas Unidades Básicas de Saúde de Rio Preto, que representavam 11% dos 384 mil moradores adultos (+ 18 anos), cuja população total é de 469 mil.
De acordo com o IMC, o número de doentes pode ser ainda maior no município, já que parte da população é atendida por instituições de saúde privadas realizando tratamentos particulares ou como clientes de planos de saúde. “Pode ser o dobro de rio-pretenses hipertensos, se a incidência na cidade refletir o cenário no Brasil, onde um em cada cinco indivíduos sofrem da doença, segundo a Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp)”, afirmou o instituto em nota.
A hipertensão, que é conhecida popularmente como pressão alta, deve ser acompanhado de forma preventiva. O alerta é feito pelo diretor técnico do IMC, o cardiologista Luciano Miola, ao dizer que a doença é grave e “que pode comprometer o organismo e levar à morte”. “E o que preocupa ainda mais é que é silenciosa, ou seja, muitas vezes a pessoa é hipertensa, mas não sabe, correndo sério risco”, disse o cardiologista
A hipertensão faz com que o coração tenha que exercer um esforço maior do que o normal e acaba comprometendo o funcionamento de outros órgãos. Diversos fatores contribuem para a elevação da pressão arterial, dentre eles, obesidade, sedentarismo, estresse, herança familiar e consumo excessivo de bebidas alcoólicas.
O diagnóstico precoce é uma das armas contra a pressão alta. Por isso, a importância da prevenção, principalmente quando o paciente é jovem - antes dos 30 anos de idade. “É comum consideramos a hipertensão como uma doença da idade avançada. É certo que ela atinge mais adultos acima dos 40 anos, porém, recomendamos que, já a partir dos 30 anos, as pessoas realizem o checkup cardiológico periódico, ao menos uma vez por ano”, disse Miola.
Geralmente, pacientes passam por checkup em que são realizados uma série de exames diagnósticos e físicos, como o teste ergométrico de esforço, por exemplo. “A prevenção envolve também a adoção de hábitos saudáveis como praticar exercícios físicos regularmente, evitar excesso de sal na alimentação, combater a obesidade e ter atividade de lazer, entre outros”, afirma o diretor técnico do IMC.
Doença silenciosa
A hipertensão age de maneira silenciosa, mas quando os sintomas aparecem eles são graves, como é o caso do infarto. O Instituto de Moléstias Cardiovasculares (IMC) afirma que caso o paciente sinta mal súbito no coração, como arritmia ou princípio de infarto, “é fundamental que ela procure, de preferência, uma emergência cardiológica”. “É um serviço que possui equipe multiprofissional especializada para diagnosticar um quadro cardiovascular grave com o máximo de agilidade e prosseguir com o atendimento adequado para cada caso específico”, afirmou o cardiologista Luciano Miola.
O instituto tem emergência 24 horas por dia, com setor para a realização de exames cardiológicos e centro cirúrgico. A arritmia cardíaca e a dor torácica aguda são problemas comuns em hipertensos que os levam à emergência cardiológica. De acordo com Miola, a demora no atendimento pode “aumentar e muito os riscos de danos com sequelas ao coração e até a morte”.
“Na emergência cardiológica, o paciente é avaliado de forma integral, o que envolve uma equipe multidisciplinar que inclui enfermeiros, técnicos de enfermagem, médicos cardiologistas e de outras especialidades, setores de laboratório e de radiologia, equipes da hemodinâmica, cirurgia cardíaca, UTI e centro cirúrgico”, afirmou o IMC em nota.