Três são presos por roubo milionário de joias em Rio Preto
Polícia Civil cumpriu mandados de busca e de prisão na manhã desta quinta-feira, 9; crime foi em agosto de 2024

A Polícia Civil, por intermédio da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Rio Preto, deflagrou na manhã desta quarta-feira, 9, operação voltada ao cumprimento de mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão na investigação sobre organização criminosa envolvida em roubo de joias.
Equipes policiais cumpriram três mandados de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão, nas cidades de Campo Grande (MS), Rio Claro, Nova Granada e Rio Preto.
O crime foi praticado no dia 29 de agosto de 2024, no estacionamento de uma empresa de transporte coletivo situada na região central do município. Um comerciante de joias foi abordado por três indivíduos encapuzados, sendo dois deles armados. Na ação, foram subtraídas bolsas contendo joias avaliadas em aproximadamente R$ 1 milhão. Os autores fugiram em um veículo posteriormente localizado incendiado.
Segundo a polícia, a partir de "intensas diligências investigativas, que incluíram análise de imagens de câmeras de segurança, levantamentos de campo e cruzamento de dados técnicos, foi possível identificar os envolvidos, bem como evidenciar a existência de uma organização criminosa estruturada, com divisão de tarefas e planejamento prévio".
As investigações apontaram que P.C.P.S., de 39 anos, e V.A.F.M., de 37 anos, atuaram na organização da empreitada criminosa, sendo este último também participante direto da execução do roubo. Outros investigados, P.R.R., de 37 anos, e V.A.R.B., de 22 anos, teriam integrado a ação executória.
Em novembro de 2024, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Rio Preto, Mendonça e Rio Claro, ocasião em que foram localizadas joias e semijoias, aparelhos celulares e outros objetos de interesse investigativo. Em uma das diligências, houve ainda a apreensão de entorpecentes e apetrechos relacionados ao tráfico de drogas, resultando na prisão em flagrante de um dos investigados. Parte das joias apreendidas foi reconhecida pela vítima.
A análise do material arrecadado permitiu comprovar o vínculo entre os investigados, evidenciando o monitoramento prévio da vítima, a execução do crime e a posterior comercialização fracionada das joias subtraídas, com o auxílio de terceiros.
Diante do robusto conjunto probatório, a Polícia Civil representou pela decretação da prisão preventiva dos principais envolvidos, bem como pela expedição de mandados de busca e apreensão em endereços vinculados a receptadores. As medidas foram deferidas pelo Poder Judiciário.
As investigações seguem em andamento.