CLIMA

'Super El Niño' pode deixar tempo ainda mais seco e quente na região de Rio Preto

Projeções apontam que o fenômeno, que pode ser o mais intenso em 140 anos, deve atingir o Brasil a partir de maio

por Redação
Publicado há 4 horasAtualizado há 4 horas
Poeira em estrada de Rio Preto: El Niño deixará o tempo mais seco (Guilherme Baffi/Arquivo)
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Poeira em estrada de Rio Preto: El Niño deixará o tempo mais seco (Guilherme Baffi/Arquivo)
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Novas projeções climáticas indicam o aumento da possibilidade de formação de um super El Niño ainda este ano - um cenário que pode levar o planeta a registrar novos recordes de temperatura até 2027. Projeções do Centro Europeu de Previsão Meteorológica (ECMWF, na sigla em inglês) apontam o fenômeno como potencialmente tão intenso que pode se tornar o mais forte em 140 anos.

Na região de Rio Preto, os moradores podem enfrentar dias ainda mais secos e quentes do que estão acostumados. Em 2015, o “super El Niño” foi um dos responsáveis por provocar uma grande seca no estado de São Paulo. O último grande evento de El Niño no Brasil ocorreu entre 2023 e o primeiro semestre de 2024.

A previsão é que o El Niño deve chegar ao Brasil já no mês de maio, segundo os últimos dados divulgados pela NOAA (Agência Nacional Oceânica e Atmosférica). As chances aumentam ainda mais ao longo do segundo semestre do ano.

O El Niño se caracteriza por um aumento de pelo menos 0,5ºC nas águas do Oceano Pacífico. Diferentemente de um El Niño convencional, o chamado super El Niño está associado a um aquecimento superior a 2ºC, o que é suficiente para alterar os padrões climáticos de todo o globo e o regime de chuvas. O novo fenômeno pode quebrar o recorde do El Niño de 2015, quando a temperatura do Pacífico alcançou 2,8ºC acima da média.

Se o cenário se confirmar, os efeitos poderão ser sentidos em escala global. Entre os impactos previstos estão secas severas em partes da América Central, da África Central, da Austrália, da Indonésia e das Filipinas, além de chuvas torrenciais com risco de enchentes em países como Peru e Equador e em outras áreas próximas à Linha do Equador. No Brasil, o El Niño é marcado por eventos de seca no Nordeste e chuvas intensas no Sul - a exemplo do que aconteceu em 2024.

As projeções também indicam aumento da frequência de ondas de calor em grandes áreas da América do Sul, do sul dos Estados Unidos, da África, da Europa, de partes do Oriente Médio e da Índia.

(Com Agência Estado)