Comece hoje pagando a partir de R$5/mês no plano mensal
SOLIDARIEDADE NA VEIA

Grupos fazem a diferença para manter os estoques de sangue no Hemocentro de Rio Preto

Na semana passada, a instituição chegou a ter a recepção completamente vazia, e fez um apelo por mais doadores

por Millena Grigoleti Barros
Publicado em 13/06/2026 às 17:16Atualizado em 14/06/2026 às 06:45
Grupo de doadores vindos de Valentim Gentil, reunidos em frente ao Hemocentro de Rio Preto (Divulgação)
Galeria
Grupo de doadores vindos de Valentim Gentil, reunidos em frente ao Hemocentro de Rio Preto (Divulgação)
Ouvir matéria

Não raro, principalmente em tempos mais frios, o Hemocentro de Rio Preto fica com os estoques baixos. Na semana passada, a instituição chegou a ter a recepção completamente vazia, e fez um apelo por mais doadores. Neste cenário, os grupos são muito bem-vindos e fazem a diferença.

Andrea Garcia, diretora técnica do Hemocentro Rio Preto, explica que os grupos de doadores correspondem a 30% do volume de doações mensais. “Eles são muito importantes para nos ajudar a manter nosso estoque, por isso sempre incentivamos. Eles são uma forma de fidelizar o doador, porque um acaba incentivando o outro a vir, lembrando que a doação deve ser feita naquela época”, afirma.

Segundo dados do Hemocentro, seria necessário aumentar em 25% a quantidade de doações recebidas todos os meses - atualmente, são 2,4 mil, mas o ideal seria cem doadores por dia, totalizando 3 mil. O funcionamento do local é diário, inclusive aos domingos e feriados, das 7h às 13h.

Maria Luísa da Silva Lauro, dona de casa de 62 anos, é criadora do Grupo Kátia Fernanda Lauro, em homenagem à sua filha, que faleceu em 2021. Desde então, uma turma de 15 a 20 pessoas vem de Valentim Gentil a Rio Preto três vezes por ano para fazer a doação de sangue.

“Eu fui doadora por muitos anos e por causa de um problema de saúde deixei de ser e fiquei muito chateada com isso. Mas Deus me mostrou essa outra porta, então organizo campanhas”, conta ela.

A hematologista Andrea Garcia ressalta que não existe um substituto para o sangue. A indicação pode acontecer em inúmeros casos, como hemorragias graves, anemias profundas, tratamento contra o câncer, doenças do sangue, acidentes automobilísticos e queimaduras.

“A partir de uma bolsa coletada a gente produz o concentrado de hemácias, o concentrado de plaquetas, o plasma e o crioprecipitado. É por isso que as pessoas falam que uma doação pode salvar até quatro vidas”, explica a especialista.

Maria Luísa sabe bem desta importância, pois no grupo que montou há histórias de membros e familiares que já precisaram de doação. “Quando nós estamos doentes e precisamos, o hospital vai usar o sangue que tem para salvar nossa vida. Para nós, é importantíssimo esse gesto, para ajudarmos mais pessoas”, garante. “Nos sentimos felizes com essa ação porque ela é de grande importância para quem está precisando e recebendo.”

Andrea destaca que não há número mínimo ou máximo de doadores por grupo: todos são bem-vindos. A única orientação é que a visita ao Hemocentro seja agendada pelo telefone (17) 3201-5151 ou pelo WhatsApp (17) 99623-9985. O local funciona todos os dias das 7h às 13h.

QUEM PODE DOAR

Homens e mulheres com idade a partir de 18 até 69 anos, 11 meses e 29 dias e pesando mais de 50 quilos.

Doadores de 16 e 17 anos são aceitos na doação se acompanhados dos pais e/ou responsável legal.

O doador deve estar em boas condições de saúde (sem gripe, resfriado, diarréia ou alergias), sem feridas e/ou machucados pelo corpo ou na boca.

Pessoas alimentadas (o doador NÃO deve estar em jejum). Fazer refeições leves e não gordurosas nas últimas 4 horas que antecedem a doação.

Que não tenham ingerido bebida alcoólica nas últimas 12 horas que antecedem a doação.

Que não tenham fumado nas duas horas que antecedem a doação.

Que não tenham tenha feito exame de endoscopia há menos de seis mesesmeses.

Fonte: Hemocentro Rio Preto