Grupos fazem a diferença para manter os estoques de sangue no Hemocentro de Rio Preto
Na semana passada, a instituição chegou a ter a recepção completamente vazia, e fez um apelo por mais doadores

Não raro, principalmente em tempos mais frios, o Hemocentro de Rio Preto fica com os estoques baixos. Na semana passada, a instituição chegou a ter a recepção completamente vazia, e fez um apelo por mais doadores. Neste cenário, os grupos são muito bem-vindos e fazem a diferença.
Andrea Garcia, diretora técnica do Hemocentro Rio Preto, explica que os grupos de doadores correspondem a 30% do volume de doações mensais. “Eles são muito importantes para nos ajudar a manter nosso estoque, por isso sempre incentivamos. Eles são uma forma de fidelizar o doador, porque um acaba incentivando o outro a vir, lembrando que a doação deve ser feita naquela época”, afirma.
Segundo dados do Hemocentro, seria necessário aumentar em 25% a quantidade de doações recebidas todos os meses - atualmente, são 2,4 mil, mas o ideal seria cem doadores por dia, totalizando 3 mil. O funcionamento do local é diário, inclusive aos domingos e feriados, das 7h às 13h.
Maria Luísa da Silva Lauro, dona de casa de 62 anos, é criadora do Grupo Kátia Fernanda Lauro, em homenagem à sua filha, que faleceu em 2021. Desde então, uma turma de 15 a 20 pessoas vem de Valentim Gentil a Rio Preto três vezes por ano para fazer a doação de sangue.
“Eu fui doadora por muitos anos e por causa de um problema de saúde deixei de ser e fiquei muito chateada com isso. Mas Deus me mostrou essa outra porta, então organizo campanhas”, conta ela.
A hematologista Andrea Garcia ressalta que não existe um substituto para o sangue. A indicação pode acontecer em inúmeros casos, como hemorragias graves, anemias profundas, tratamento contra o câncer, doenças do sangue, acidentes automobilísticos e queimaduras.
“A partir de uma bolsa coletada a gente produz o concentrado de hemácias, o concentrado de plaquetas, o plasma e o crioprecipitado. É por isso que as pessoas falam que uma doação pode salvar até quatro vidas”, explica a especialista.
Maria Luísa sabe bem desta importância, pois no grupo que montou há histórias de membros e familiares que já precisaram de doação. “Quando nós estamos doentes e precisamos, o hospital vai usar o sangue que tem para salvar nossa vida. Para nós, é importantíssimo esse gesto, para ajudarmos mais pessoas”, garante. “Nos sentimos felizes com essa ação porque ela é de grande importância para quem está precisando e recebendo.”
Andrea destaca que não há número mínimo ou máximo de doadores por grupo: todos são bem-vindos. A única orientação é que a visita ao Hemocentro seja agendada pelo telefone (17) 3201-5151 ou pelo WhatsApp (17) 99623-9985. O local funciona todos os dias das 7h às 13h.
QUEM PODE DOAR
Homens e mulheres com idade a partir de 18 até 69 anos, 11 meses e 29 dias e pesando mais de 50 quilos.
Doadores de 16 e 17 anos são aceitos na doação se acompanhados dos pais e/ou responsável legal.
O doador deve estar em boas condições de saúde (sem gripe, resfriado, diarréia ou alergias), sem feridas e/ou machucados pelo corpo ou na boca.
Pessoas alimentadas (o doador NÃO deve estar em jejum). Fazer refeições leves e não gordurosas nas últimas 4 horas que antecedem a doação.
Que não tenham ingerido bebida alcoólica nas últimas 12 horas que antecedem a doação.
Que não tenham fumado nas duas horas que antecedem a doação.
Que não tenham tenha feito exame de endoscopia há menos de seis mesesmeses.
Fonte: Hemocentro Rio Preto