SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | QUINTA-FEIRA, 19 DE MAIO DE 2022
NOVOS LEITOS

Prefeitura de Rio Preto abre unidade de internação no Fraternidade

Hospital de Base está com 100% de ocupação na ala de enfermaria

Marco Antonio dos Santos
Publicado em 24/01/2022 às 21:40Atualizado em 25/01/2022 às 08:21
Secretário de Saúde, Aldenis Borim, e prefeito em exercício, Orlando Bolçone, na unidade de internação do Fraternidade (Divulgação/Prefeitura de Rio Preto)

Secretário de Saúde, Aldenis Borim, e prefeito em exercício, Orlando Bolçone, na unidade de internação do Fraternidade (Divulgação/Prefeitura de Rio Preto)

A Prefeitura de Rio Preto inaugurou nesta segunda-feira, 24, a Unidade de Internação Básica (UIB), no bairro Fraternidade, destinada para pessoas com sintomas leves e moderados de Covid. O local foi reativado para reduzir a lotação no Hospital de Base e na Santa Casa, e no primeiro dia já estava com quatro dos dez leitos ocupados.

A UIB funcionou em 2021 para internação de pacientes com Covid, mas foi desativada no segundo semestre do ano passado, após a queda de casos. Se for necessário, há condições de abrir mais 20 leitos no local, segundo a Saúde.

A decisão de reativação foi tomada após a identificação da onda de contaminação em Rio Preto provocada pela variante Ômicron. O número de testes positivos saltou de 68, no dia 23 de dezembro, para 7.494 no último boletim semanal, em 20 de janeiro.

A gerente do Departamento de Atenção Básica, Gisele Gasques Molina, afirma que vão para a internação no Fraternidade os pacientes com sintomas leves e moderados da doença, após serem encaminhados pelos postinhos e pelas UPAs. “A pessoa vai ficar aqui em média por três dias até receber alta. Caso tenha agravamento do quadro de saúde, ele será transferido para um hospital”, explica a gerente.

Gisele afirma que a unidade de internação está equipada com monitores cardíacos e suporte de oxigênio. A atual equipe é de 27 funcionários, inclusive três médicos, mas poderá ser aumentada. “A pandemia está num pico enorme, mas com a vacinação ela está tendo um quadro mais leve. Quem tomou a terceira dose tem sintomas muito brandos”, diz o secretário de Saúde, Aldenis Borim.

“Hoje a doença está em outro patamar, com mais casos, mas com menos óbitos, exatamente em função da vacinação. Portanto, é preciso manter a vacinação e todas as medidas de prevenção”, afirmou o prefeito em exercício, Orlando Bolçone.

No Hospital de Base, todos os 80 leitos de enfermaria da ala de Covid estavam ocupados nesta segunda. Na UTI, 36 das 71 vagas estão preenchidas. A Santa Casa informou que ocupação de leitos está em 100% tanto na UTI quanto na enfermaria.

Caso a demanda por leitos de internação em enfermaria cresça, a Prefeitura poderá usar prédios de unidades de saúde com baixo uso. Por enquanto, a Saúde descarta usar as dependências do Hospital Regional da Zona Norte, porque o local não tem ainda mobiliário e medicamentos para atender este tipo de demanda, explica Borim.

Para planejamento das próximas ações preventivas, a Saúde está fazendo um levantamento entre os pacientes sobre qual o percentual de vacinados entre eles. O estudo deve ficar pronto nos próximos dias e vai orientar inclusive as campanhas de imunização e busca ativa das pessoas que estão em atraso com as doses.

‘Fase de emergência’

É possível acabar com a fase aguda da pandemia de coronavírus neste ano, afirmou nesta segunda-feira, 24, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, embora atualmente a Covid-19 provoque uma morte a cada 12 segundos no mundo. A pandemia está entrando em uma "nova fase", e a rápida disseminação da variante Ômicron oferece uma "esperança plausível" para um retorno à normalidade nos próximos meses, disse a OMS em comunicado.

O diretor, no entanto, alertou que é "perigoso supor que a Ômicron, variante muito transmissível, será a última", porque as condições são ideais no mundo para que outras variantes surjam, inclusive outras mais transmissíveis e virulentas. Para acabar com a fase aguda da pandemia, os países não devem ficar de braços cruzados e são obrigados a lutar contra a desigualdade na vacinação, vigiar o vírus e suas variantes e aplicar restrições adaptadas, afirmou o especialista. (Agência Estado)

 
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