SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | DOMINGO, 16 DE JANEIRO DE 2022
A VELOCIDADE DO VÍRUS

Em três semanas, número de casos de Covid em Rio Preto saltou mais de 6.000%

Em 21 dias, número de novos casos confirmados de coronavírus no boletim semanal da Secretaria de Saúde saltou 6.445% em Rio Preto; taxa de contágio é a maior desde junho de 2021

Marco Antonio dos Santos
Publicado em 13/01/2022 às 22:00Atualizado em 14/01/2022 às 08:26
Coronavírus (Fotos: Pixabay/Divulgação)

Coronavírus (Fotos: Pixabay/Divulgação)

A chegada da Ômicrom provocou em apenas três semanas uma explosão de casos de coronavírus em Rio Preto. No dia 23 de dezembro, boletim semanal da Secretaria de Saúde confirmou 68 novas ocorrências. Nesta quinta-feira, 13, foram confirmados 4.451 testes positivos, um crescimento de 6.645%.

Rio Preto tem agora 105.443 casos de Covid e 2.838 mortes – no boletim desta quinta, foram informados três óbitos pela doença. Os perfis das vítimas não foram divulgados pela Prefeitura. No boletim anterior, não havia sido registrado óbito.

A taxa de transmissão de coronavírus voltou a acelerar na região e já é a maior desde junho do ano passado, quando o processo de vacinação começava a fazer efeito. É o que aponta a plataforma desenvolvida pela Universidade de São Paulo (USP) e pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). Nesta quinta-feira, 13, a plataforma indicava que esse índice estava em 1,20 em Rio Preto, o que significa que cada grupo de cem pessoas contaminadas estava transmitindo a Covid para outras 120. Antes desta nova onda, a taxa de Rio Preto estava em 0,96, em 23 de dezembro do ano passado.

O secretário de Saúde, Aldenis Borim, atribui o avanço a dois fatores. “Como dissemos antes de acontecer, parte se deve às festas de final de ano e parte à alta transmissibilidade do da variante Ômicron. Os números de casos leves são elevadíssimos”, diz.

Para o médico infectologista Ulysses Strogoff de Matos, da Unidade Especial de Doenças Infecciosas do USP de Ribeirão Preto, colocar a culpa do aumento da contaminação apenas nas costas da variante Ômicron é menosprezar outros fatores, também fundamentais para fermentar o crescimento dos casos.

“Muita gente relaxou as medidas de proteção, como uso das máscaras e limpeza das mãos com álcool em gel, e houve muita aglomeração no final do ano. Além disso, tem gente que não completou o processo de duas doses da vacina e outros que não estavam indo atrás da dose de reforço. Só foram agora, por medo de pegar a nova variante”, afirma o especialista.

Ulysses diz que é importante esclarecer a população que é necessário trocar as máscaras de pano por máscaras de proteção do tipo cirúrgicas, com mais poder de barreira contra a variante. “A máscara comum não protege em local fechado, tem que ser a máscara PFF 2. Precisamos tomar estes cuidados, porque essa onda de contaminação pode ser muito prejudicial. Ainda temos muita gente não vacinada. E precisamos impulsionar a vacinação das crianças para fechar todas as brechas que podem causar crescimento do vírus”, afirma o infectologista.

Ainda segundo o boletim da Saúde, a cidade conta com 242 pacientes internados por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), sendo 121 residentes de Rio Preto e 121 da região. Entre os internados, 58 tiveram a confirmação por Covid-19, sendo que 32 são residentes de Rio Preto e 26 são da região.

A média móvel de casos graves está em 4 por dia enquanto a de óbitos confirmados de Covid-19 está em 0,4. A taxa de ocupação de leitos de UTI e suporte ventilatório em Rio Preto está em 56%.

NÚMERO SEMANAL DE CASOS DE COVID SEGUNDO BOLETIM DA SECRETARIA DE SAÚDE

23/12/2021: 68

29/12/2021: 322

6/1/2022: 2.013

13/1/2022 : 4.451

Nova unidade abre hoje

A Prefeitura vai abrir nesta sexta-feira, 14, na Swift, o Centro de Atendimento Respiratório. O plano inicial era colocá-lo em funcionamento na quarta-feira, 12, mas a dificuldade em contratar enfermeiros e técnicos obrigou a Secretaria de Saúde adiar a abertura, mesmo com toda infraestrutura montada.

O Centro de Atendimento Respiratório vai atender o público das 7h às 24h. O objetivo é desafogar os postos de saúde, que estão lotados de pacientes com suspeita da doença.

Para racionalizar o tempo em que as pessoas irão ficar no centro, a Secretaria estabeleceu dois tipos de atendimento. O primeiro para os pacientes que já tenham sido atendidos pela telemedicina e que só serão submetidos ao teste. O outro será para pacientes que passarão por triagem, consulta médica e teste, se houver indicação médica.

“Optamos pela Swift por ser mais rápido. Serão filas separadas”, explica Aldenis Borim, secretário de saúde. O centro de atendimento não vai ter internação, mas Borim não descarta a criação de mais leitos de enfermaria na unidade de saúde do bairro Fraternidade. A decisão vai depender da demanda por este tipo de atendimento. (MAS)

 
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