SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | QUARTA-FEIRA, 06 DE JULHO DE 2022
INVESTIGAÇÃO

Saúde vai à Polícia Civil contra médicas que faltaram a plantões em Rio Preto

Um boletim de ocorrência foi registrado contra seis pediatras que faltaram na escala da UPA Jaguaré durante o feriado prolongado

Marco Antonio dos Santos
Publicado em 22/06/2022 às 11:06Atualizado em 22/06/2022 às 18:22
Aldenis Borim, secretário de Saúde de Rio Preto (Mara Sousa 29/7/2019)

Aldenis Borim, secretário de Saúde de Rio Preto (Mara Sousa 29/7/2019)

O secretário municipal de Saúde, Aldenis Borim, procurou a Polícia Civil para investigar seis médicas pediatras que descumpriram escala de trabalho nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e postinhos de saúde. Um boletim de ocorrência foi registrado nesta quarta-feira, 22, contra quatro médicos que faltaram na escala da UPA Jaguaré.

As seis profissionais faltaram aos plantões de quinta, 16, e sexta-feira, 17, do feriado prolongado de Corpus Christi. A decisão de registrar a ocorrência foi tomada na segunda-feira, 20, após o setor de recursos humanos da pasta não receber justificativa dos plantonistas.

A intenção da Prefeitura é de que sejam abertas investigações para apurar por que as médicas faltaram ao trabalho. Com base na conclusão do inquérito, a Prefeitura pode processar o faltoso. Apuração administrativa também será aberta e pode resultar na punição do médico.

"A falta de um plantão, sem justificativa e aviso prévio, é um dos mais graves casos de erro médico que temos. Este caso pode passar para o judiciário e assim temos o nosso boletim de ocorrência. É obvio que vai abrir um processo, para que, se de repente, houver uma justificativa, que ela não conseguiu avisar, por falta de comunicação, isso será provado, diz o secretário.

Segundo Borim, os médicos podem faltar aos plantões, desde que apresentem justificativa e avisem em tempo hábil para ser feito remanejamento de profissionais, para manter o atendimento à população.

"Tem que comunicar com antecedência para que a diretoria clínica consiga ir atrás e substituir a pessoa, para manter o atendimento. O paciente tem que estar sempre em primeiro lugar", diz o secretário.

 
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