SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | QUINTA-FEIRA, 18 DE AGOSTO DE 2022
AGRESSÃO

Suspeito de matar homem com um soco no rosto em Rio Preto diz à polícia que confundiu a vítima

Golpeado violentamente no rosto, na noite do dia 3, o pintor Leonardo Ramos Volpini, de 44 anos foi internado no Hospital de Base e morreu seis dias depois

Joseane Teixeira
Publicado em 20/06/2022 às 21:47Atualizado em 21/06/2022 às 11:05
Imagens de segurança mostram momento em que dupla deixa o empório após agressão com soco à vítima (Reprodução)

Imagens de segurança mostram momento em que dupla deixa o empório após agressão com soco à vítima (Reprodução)

A Polícia Civil identificou o autor do soco que matou o pintor Leonardo Ramos Volpini, de 44 anos, em frente a um bar do bairro Boa Vista no início de maio. Golpeado violentamente no rosto, na noite do dia 3, o homem foi internado no Hospital de Base e morreu seis dias depois. Câmeras de monitoramento instaladas em um edifício flagraram o momento da agressão. Foi por meio das imagens que investigadores do 1º Distrito Policial identificaram o suspeito, que já prestou depoimento na delegacia.

Acompanhado de um advogado, o técnico de raio-X, de 43 anos, alegou ser esquizofrênico e disse que confundiu Leonardo com um conhecido. Naquela terça-feira, ele chegava no prédio acompanhado de um amigo quando, ao passar em frente ao bar, chamou pela vítima. Segundo o investigado, quando Leonardo se aproximou, ele percebeu que não era quem estava pensando, e pediu desculpas. No entanto, na versão dele, o pintor ficou nervoso e o agrediu com uma cabeçada. Após o golpe, a vítima ainda teria armado os braços para dar um soco, por isso o suspeito reagiu. Confrontado com as imagens, o morador do condomínio justificou que a posição da câmera não mostrou que ele foi atacado primeiro. A versão dele foi confirmada pelo amigo que o acompanhava, também ouvido formalmente na delegacia. Ele não teve participação no crime.

Semelhante ao que ocorreu com o advogado Celso Wanzo, Leonardo foi agredido com apenas um soco no rosto e caiu inconsciente. Foi o dono do bar em que a vítima estava quem acionou o socorro. Aos investigadores, o comerciante disse que a vítima morava nas proximidades e era cliente assíduo. Classificou Leonardo como um rapaz muito educado e brincalhão. E completa: “Era pacato. Tinha o costume de cumprimentar as pessoas. Acredito que não houve nenhuma importunação ou ofensa por parte de Leonardo”.

No dia seguinte à agressão, o investigado se apresentou espontaneamente no Hospital Bezerra de Menezes, onde foi internado para tratamento psiquiátrico.

A Polícia Civil solicitou à instituição o prontuário médico do suspeito. Ele registra passagens criminais por furto, receptação e uso de entorpecente.

À frente das investigações, o delegado Luciano Birolli Sanches Peres quer fazer a reconstituição do crime. O pedido já foi formulado ao Instituto de Criminalística.

A Justiça deve conceder o prazo de mais 60 dias para que sejam juntados ao inquérito o laudo das imagens que comprovam a agressão, o relatório de internação da vítima no Hospital de Base, bem como o laudo necroscópico que vai apontar a causa da morte. O caso é investigado como homicídio doloso.

 
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