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Queda de casos leva ao menor índice de isolamento em Rio Preto

Depois de um ano e meio de pandemia, Rio Preto registrou o menor índice de isolamento social: 34%. Queda dos números de casos e mortes permite retomada das atividades, mas ela deve ser feita com cuidado

Millena GrigoletiPublicado em 13/09/2021 às 20:21Atualizado há 14/09/2021 às 08:26
Moradores fazem caminhada na avenida Philadelpho: especialistas orientam a não deixar de se prevenir (Guilherme Baffi 13/9/2021)

Moradores fazem caminhada na avenida Philadelpho: especialistas orientam a não deixar de se prevenir (Guilherme Baffi 13/9/2021)

Tudo indica que a Covid-19 vai se tornar uma doença endêmica: a vacinação tende a derrubar ainda mais os casos, internações e mortes, mas o vírus deve continuar em uma circulação mais baixa, ainda contaminando pacientes. Nesse cenário, a retomada da vida – trabalho, lazer – deve ser feita com alguns cuidados ainda.

Rio Preto registrou 34% de isolamento social na última sexta-feira, 10, o menor índice da pandemia. Em 17 de março de 2020, quando as medidas de restrição tiveram início, pouco depois da primeira infecção ser confirmada na cidade, 35% dos rio-pretenses não saíram de casa.

Andreia Negri, gerente do Departamento de Vigilância Epidemiológica, diz que a retomada econômica era necessária no contexto atual, de perda de força da contaminação. Ela lembra que desde novembro de 2020 não havia uma redução tão expressiva na quantidade de casos novos, internações e óbitos. Ainda não é o momento, no entanto, para baladas – tanto que elas continuam proibidas.

O vírus, embora em um nível considerado “aceitável” pelas autoridades de saúde, continua circulando. “Tem a circulação da Delta, que preocupa como vai se comportar diante da nossa população. A gente sabe que mesmo vacinadas algumas pessoas podem se infectar e transmitir”, pontua. Por isso, manter todos os cuidados continua essencial. Máscara, álcool em gel, lavagem das mãos e distanciamento social ainda fazem parte da rotina de todos.

Quem trabalha fora ou precisa fazer atividades cotidianas como ir ao supermercado ou farmácia deve, de preferência, utilizar as máscaras Pff2 (N95), que protegem mais. Na falta delas, a utilização das cirúrgicas ou de pano é melhor que nenhuma proteção, mas o ideal são as mais reforçadas que se adaptam melhor ao rosto e têm a camada eletrostática, que funciona como uma barreira contra o vírus, orienta Ulysses Strogoff De Matos, infectologista do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, vinculado à USP.

“Não pode ter vazamento de nenhuma espécie, tem que estar bem ajustada ao rosto e também não pode ter barba, o contato tem que ser direto com a pele. O elástico deve ficar atrás da cabeça, nas posições corretas”, ensina o médico. Ele orienta a fazer o movimento de puxar e soltar o ar, para identificar se há vazamentos. Um dos indicativos de que há escapes é o óculos ficar embaçado.

Matos é categórico em dizer que o certo é ter momentos de lazer em ambientes ventilados e abertos. “Não tem segurança em local fechado. Mesmo que só tire a máscara para se alimentar, é tempo suficiente para se contaminar. Se for a Delta, se o ambiente não estiver ventilado, dependendo do tamanho, todos vão sair contaminados. Delta não precisa de muito tempo de contato nem muita gente. Dois dias antes de ter sintomas está transmitindo.”

É preciso bom senso

Como quase todas as atividades foram liberadas, inclusive sem limitação de público, desde que seja mantido o distanciamento mínimo de um metro, a Vigilância Sanitária deixou de fazer as ações intensivas para coibir o desrespeito. Andreia Negri orienta que o ideal é sair em grupos pequenos, de pessoas de maior convívio e não descuidar do álcool em gel, distanciamento e máscara.

Assim, se torna ainda mais importante o bom senso das pessoas, como não ir a festas cheias de gente ou não parar em estabelecimentos em que haja aglomeração. “A gente como fiscalização pouco pode fazer. Cada um teria que cuidar do seu. É óbvio que se a gente ver um ambiente com aglomeração, um monte de gente sem máscara, vai abordar e autuar, porque é um local com disseminação com certeza”, afirma Miriam Wowk dos Santos, gerente da Vigilância Epidemiológica.

Os cuidados são importantes tanto para consumidores quanto para comerciantes, para que não seja preciso fechar tudo de novo ou endurecer regras. “Não está tendo crescimento significativo em Rio Preto, mas tem que tomar cuidado. Vários lugares tiveram aumento grande nas internações, vários lugares tiveram que fechar tudo de novo.” Nesta segunda, 13, a Secretaria de Saúde de Rio Preto confirmou mais dez casos de Covid. Nenhuma morte foi confirmada. A cidade contabiliza 96.609 casos de infecção por coronavírus e 2.766 óbitos pela doença. (MG)

Isolamento

Vai sair de casa? Então prepare-se:

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Fonte: Simi, do governo do Estado, e Reportagem

 
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