SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | DOMINGO, 05 DE DEZEMBRO DE 2021
FISCALIZAÇÃO

Polícia Civil prende 4 suspeitos de instalar 'gatos' de energia elétrica em Rio Preto

Investigados são acusados de instalar "gatos" na rede elétrica e cobrar mensalidade de pessoas e empresas

Rodrigo Lima
Publicado em 23/11/2021 às 20:28Atualizado em 24/11/2021 às 09:04
Uniformes e equipamentos apreendidos com o grupo pela Polícia Civil de Rio Preto (Divulgação)

Uniformes e equipamentos apreendidos com o grupo pela Polícia Civil de Rio Preto (Divulgação)

A Polícia Civil de Rio Preto identificou um grupo de fraudadores de medidores de energia elétrica da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL). Os mandados de busca e apreensão, autorizados pela Justiça, foram cumpridos pela Delegacia Seccional com o apoio de policiais do 4º Distrito Policial e resultou na detenção de quatro pessoas. O objetivo foi identificar ainda imóveis em que o sistema irregular foi usado para reduzir o consumo de energia elétrica.

O Diário apurou que após o fim de contratos de empresas terceirizadas, ex-funcionários deixaram de entregar seus uniformes e equipamentos. Eles passaram a oferecer a instalação dos “gatos” de energia e cobravam uma mensalidade com base na economia obtida pela empresa ou munícipe. A investigação indica que eles recebiam valores que variam entre R$ 300 a R$ 1 mil por mês.

Dez policiais civis localizaram roupas de empresa terceirizada da CPFL, lacres, ferramentas e equipamentos usados para realizarem os “gatos” em residências, prédios e estabelecimentos comerciais. Em um dos endereços, no bairro Parque da Cidadania, foram apreendidos lacres que constam como estando no depósito da CPFL em Bauru. Um inquérito policial foi instaurado para aprofundar as apurações. “A operação foi feita para cumprir os mandados de buscas e o inquérito aberto para apurar o caso. Apreendemos muito material ilícito”, afirmou o delegado-assistente da Seccional Alexandre Arid.

Com os supostos fraudadores, a Polícia Civil encontrou também listas com nomes e endereços de pessoas que teriam instalado o sistema para reduzir o consumo da energia elétrica em suas contas mensais. Por isso, as investigações vão prosseguir com o objetivo de identificar quem contratou os fraudadores para pagar menos pela energia elétrica que consome. As inspeções são realizadas com a participação de técnicos da própria CPFL.

No bolso

A CPFL afirma que realiza fiscalização contínua para combater as fraudes e furtos de energia, por meio de parcerias com órgãos públicos e autoridades policiais. “Quando se constata a fraude, a companhia faz os cálculos do quanto se deixou de pagar devido à irregularidade encontrada e cobra esta diferença dos clientes”, afirmou a companhia em nota.

A distribuidora disse que, além de crime previsto no Código Penal, com penas que podem chegar a até quatro anos de prisão, o furto pode trazer riscos à segurança das pessoas. “Prejudica diretamente a população com instabilidade no fornecimento de energia e gera perda de arrecadação de impostos importantes para manter serviços públicos no município”, afirmou.

De acordo com a CPFL, apenas nos primeiros seis meses de 2021, as ações de combate a fraudes identificou 13.975 “gatos” e recuperou 64 gigawatts-hora de energia em todas as cidades da área em que tem a concessão. Na região, o número de regularizações foi de 1.062 no mesmo período e, em Rio Preto foram 537 fraudes encontradas.

A companhia informou que recebe denúncias de irregularidades de maneira sigilosa por meio do aplicativo “CPFL Energia”, pelo site www.cpfl.com.br/fraude, ou pelo e-mail: denunciafraude@cpfl.com.br.

Equipamentos apreendidos com o grupo pela Polícia Civil de Rio Preto (Divulgação)
 
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