SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | QUARTA-FEIRA, 06 DE JULHO DE 2022
PRIMEIRA AUDIÊNCIA

Justiça faz audiência com policiais denunciados por homicídio em Rio Preto

O caso aconteceu em outubro de 2019, durante atendimento a uma suposta ocorrência de roubo

Joseane Teixeira
Publicado em 23/06/2022 às 21:55Atualizado em 24/06/2022 às 09:41

Foi realizada nesta quinta-feira, 23, a primeira audiência de instrução sobre a morte de dois rapazes por policiais militares do 9º Baep no bairro Jockey Clube. O caso aconteceu em outubro de 2019, durante atendimento a uma suposta ocorrência de roubo. Câmeras de monitoramento mostraram que Adeílton Souza da Silva e Richard Miranda Claudino da Silva foram retirados da viatura e baleados em local ermo, contrariando a versão dos policiais de que as vítimas teriam sido mortas em troca de tiros.

Os cabos Célio Cordeiro dos Santos Júnior e Daril José Afonso Rita, o soldado Giovani Fantin Padovan e o sargento Thiago Trídico foram denunciados por dois homicídios qualificados (motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima), porte ilegal de arma e fraude processual. Os quatro são representados pelo advogado Abelardo Júlio da Rocha, que mantém escritório em São Paulo e é especialista em Direito Militar.

O cabo Daril não participou da audiência e não justificou a ausência, motivo pelo qual o juiz Cristiano Mikhail declarou revelia.

No primeiro procedimento da fase processual, após o recebimento da denúncia, três testemunhas foram ouvidas: o delegado Paulo Buchala Júnior, responsável pela investigação, e as mães das duas vítimas.

O promotor Rodolfo Strazzi insistiu na oitiva do casal Lilian Maria de Souza Silva e Rodrigo Espanholi Ferreira. Partiu deles a ligação para a Polícia Militar com a informação de que quatro homens armados teriam roubado o botijão de gás da chácara onde a família morava, no Jardim Veneza. Lilian e Rodrigo desapareceram após a morte dos suspeitos. Lindomar Viana e Ulisses Rogério dos Anjos foram mortos ainda no carro, em local desabitado. Com relação a eles, a Polícia Civil não tem provas de que houve excesso.

A defesa insistiu no testemunho do subtenente aposentado Saulo Tostes, que também não compareceu.

Para que o casal seja localizado e outras testemunhas sejam ouvidas, o juiz marcou a segunda audiência para fevereiro do ano que vem.

 
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